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Flávio Canto mostra esporte como exemplo e capacitação como caminho para gestão

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O judoca e medalhista olímpico (Bronze 2004 – Atenas) Flávio Canto mostrou a gestores públicos municipais como a prática esportiva e o aperfeiçoamento pela formação servem de exemplo para a gestão e a melhoria de resultados. O seminário também teve participação do atleta Vicente Lenílson (prata em Sidney 2000 e bronze em Pequim 2008).

Flávio foi um dos palestrantes e especialistas do II Seminário da Escola de Formação em Esporte e Lazer de Mato Grosso, realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso, na terça-feira (23.05) e quarta-feira (24.05), organizado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT, em parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

O medalhista destacou aos cerca de 200 participantes a capacitação como critério para o avanço da gestão esportiva no Estado. E ainda citou a importância do esporte na transformação da vida das pessoas. O judoca sugeriu mais troca de experiências desse tipo.

“Acompanho o que vem sendo feito em Mato Grosso desde que o David passou a fazer parte desse time nota 10. Fico orgulhoso de ver tudo isso acontecendo. Conversamos lá atrás, sobre a ideia de capacitar todo mundo para ter gestores sofisticados”, contou.

Flávio Canto falou a um público de secretários municipais de Esporte e professores de educação física, em sua maioria. “Não basta ter boa vontade, precisa ter o instrumental para saber como transformar boas ideias em sonhos realizados”, afirmou.
“Para isso existem caminhos, via poder público, secretaria e incentivo fiscal. A ideia é capacitar cada vez mais esse pessoal todo para eles impactarem mais vidas através do esporte”, disse.

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Práticas compartilhadas

O secretário Adjunto David Moura disse que a escola de formação e o seminário cumpriram o objetivo de expor boas práticas e fazê-las chegar aos beneficiários do esporte na comunidade, como atletas, profissionais e técnicos.

“Recebemos gestores e profissionais de educação física, embaixadores de projetos sociais, para levar informação e formação para que eles desenvolvam o esporte no Estado de Mato Grosso”, explicou.

David Moura reforçou que os assuntos debatidos no seminário precisam e serão disseminados pelos participantes.

“As pessoas vão levar informações aos municípios e fazer esse conhecimento chegar na ponta, para o atleta, o jovem, a criança. Elas saíram inspiradas para entender o poder de transformação do esporte na vida de todos. Um pessoal comprometido com o que foi falado”, avaliou o secretário.

Gestão dos investimentos

O secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), Jefferson Carvalho Neves, destacou que o governo Mauro Mendes tem investido no esporte e é necessário qualificar os responsáveis nos municípios para o investimento em políticas esportivas ter resultado concreto nas cidades.

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“Os municípios receberam recursos recordes no esporte. Só em 2022 foram mais de R$ 60 milhões em convênios e repasses. Agora é hora de qualificar esses investimentos. Os gestores precisam saber suas prioridades para que o Estado ajude na interação e para que a política pública aconteça efetivamente nos municípios”, disse sobre o seminário.

Escola de Formação em Esporte e Lazer de Mato Grosso

O professor Riller Reverdito, do Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Esporte e Exercício Físico (CIPEEF), explica a importância da escola e da formação, além da união das organizações para melhorar o planejamento e a oferta pública do esporte.

“A importância da escola é a relação da secretaria e da Unemat estarem empenhadas no desenvolvimento do Esporte e Lazer de Mato Grosso nas diferentes regiões esportivas. É conectar as pessoas, os objetivos, as instituições e as competências para desenvolver o esporte”, descreve.

A Escola de Formação em Esporte e Lazer é parte do Plano Estadual de Esporte e Lazer de Mato Grosso.

Outros palestrantes

Outros palestrantes trataram de demais temas no seminário, como “Políticas Públicas do Esporte e Lazer”, com os professores Wanderley Marchi Júnior, Fernando Mezzadri, com mediação da professora Katia Marchi, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).¿

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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