MATO GROSSO
Entrega dos cartões do programa SER Família passa a ser feita na sede da Setasc em Cuiabá
MATO GROSSO
As entregas dos cartões do Programa SER Família, idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, passam a ser feitas na sede da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), localizada no CPA I. A execução das entregas é realizada pela equipe da secretaria, por meio da secretaria adjunta de Programa e Projetos Especiais e Atenção à Família (Sappeaf). Famílias contempladas podem pegar o cartão nesta quinta-feira (11.05) e sexta-feira (12.05).
De acordo com a secretária interina da Setasc, Grasielle Bugalho, a entrega é a concretização de um trabalho pensado com muito carinho pela primeira-dama de MT, Virginia Mendes. Segundo Grasielle, a legislação do Programa SER Família também permitirá que, em datas comemorativas, o Governo de Mato Grosso faça depósitos extras nos cartões. Durante os últimos dois dias, a secretaria realizou a entrega dos cartões no Ginásio Aecim Tocantins. ![]()
“Estamos felizes com o sucesso nas entregas dos cartões do Programa SER Família em todo o Estado. Em Cuiabá, seguimos com a entrega a partir desta quinta na sede da Setasc, com toda a estrutura para atender a população. E na sexta, também teremos as entregas nos Distritos do Coxipó do Ouro, Distrito de Nossa Senhora da Guia e na Central de Interpretação de Libras”, disse a secretária Grasielle.
Ela ainda ressaltou o apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio da Polícia Militar e do CIOPAER, com a entrega dos cartões do Programa SER Família aos municípios. No interior do Estado cada um dos municípios realiza a entrega dos cartões para os beneficiários por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). ![]()
Marcia Moraes de Souza, mora com seus seis filhos no bairro Liberdade. Desempregada e com problemas de saúde, ela afirma que o cartão irá ajudar na alimentação da sua família.
“Eu agradeço muito ao governador e à primeira-dama por essa ajuda que veio em uma boa hora. Vou conseguir comprar comida para os meus filhos. A situação está muito difícil, as coisas estão cada dia mais caras e quem tem criança pequena sabe as dificuldades. E como eu estou doente, não consigo trabalhar. Que Deus abençoe a todos vocês”, disse.
Ela ainda destacou a organização da equipe da Setasc na entrega dos cartões. “A organização de vocês está de parabéns. Estão fazendo em um lugar amplo, coberto, com banheiros, água. É um espaço que acomodou a todos nós”, pontuou.
Mãe de duas meninas, Marcinha de Campos, moradora do bairro Jardim Eldorado, ressaltou que o programa é importante para as famílias como a dela.
“O trabalho do governador está de parabéns com esse programa. Ele vai ajudar muitas pessoas que realmente precisam. Esses dias eu recebi uma cesta básica do Programa SER Família Solidário em minha casa. Aí você imagina, quantas outras famílias já não receberam também? Que tiveram esse auxílio. Então eu só tenho a agradecer pelo trabalho que tem sido feito para a população carente”, contou. ![]()
Outra beneficiária do Programa SER Família e moradora do Jardim União, a haitiana Charline Simeon, agradeceu por ter sido contemplada pelo programa. Morando sozinha e desempregada, estava passando por muitas dificuldades.
“Sou sozinha, desempregada e pra mim está sendo muito difícil. O cartão chegou para ajudar a colocar a comida em casa. Agradeço a Deus e a vocês pela ajuda, muito obrigada”, finalizou Charline.
Cada família beneficiada receberá o cartão conforme informado no momento do cadastro, ou seja, de apenas um tipo de benefício, seja ele somente do SER Família, ou das outras vertentes, como o SER Família Criança, SER Família Idoso, SER Família Inclusivo e SER Família Indígena.
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Outras informações, podem ser obtidas com a equipe da Setasc, pelos telefones: (65) 3613-5722 ou 3613-5701 e pelo e-mail: serfamilia@setasc.mt.gov.br .
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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