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Autor de espancamento a mando de facção é autuado em flagrante pela Polícia Civil

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Um dos autores de uma sessão de espancamento e tentativa de homicídio ocorridas na noite de quinta-feira, no bairro Novo Colorado, em Cuiabá, foi autuado em flagrante neste sábado (06.05), após investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, com apoio da Polícia Militar.

A vítima, do sexo masculino, de 40 anos, foi espancada na quinta-feira (04) e encontrada ensanguentada, queixando-se de muitas dores. Ela relatou que estava sozinha em casa, quando foi chamada do lado de fora da casa por um homem que não conhece. Quando saiu, já recebeu um golpe e depois se seguiram as agressões por parte de cinco pessoas, armadas com pedaços de madeira com pontas de parafuso. O grupo se dizia integrante de uma facção criminosa e cumpria ordem do ‘tribunal do crime’ e passaram a agredi-la. Após o espancamento, um dos criminosos apontou uma arma para a cabeça da vítima e somente não concluiu o disparo porque uma mulher entrou na frente e implorou que não matasse a vítima.

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De acordo com o atendimento prestado pelo Samu, a vítima sofreu fratura em um dos braços, além de várias lesões e hematomas e foi encaminhado ao hospital municipal.

Em diligências para esclarecer o crime, a equipe do cartório de homicídio tentado da DHPP identificou onde a vítima morava sinais de agressão física no local, como sangue próximo à quitinete, além de pedaços de madeira dentro e fora do conjunto de quitinetes. Testemunhas ouvidas na delegacia especializada apontaram como foi o ritual de espancamento.

Com base nas informações coletadas, a equipe da DHPP identificou dois envolvidos, inicialmente, no crime. Nas diligências realizadas nesta sexta-feira pela DHPP e Polícia Militar, um dos autores, A.D.S. foi preso em flagrante.

Em interrogatório, o autor do crime negou qualquer envolvimento no caso, inclusive se passando como amigo e patrão da vítima no segmento de pintura predial. Contudo, as informações reunidas nas diligências e corroboradas no próprio depoimento do investigado é de que após uma discussão entre a vítima e sua esposa, esta deixou a casa e foi a procura de integrantes de uma facção para solicitar providências, sendo que a pessoa procurada foi o autuado A.D.S.

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O delegado Caio Fernando Albuquerque autuou o criminoso por homicídio qualificado tentado e por integrar organização criminosa. Ele foi encaminhado para audiência de custódia. A.D.S. tem registro criminal anterior e responde a ação penal de 2012 pelo mesmo crime.

A Polícia Civil encaminhou representação à Justiça pela conversão do flagrante em prisão preventiva.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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