POLÍCIA
Segunda fase da Operação Tanque Cheio cumpre prisões e buscas contra esquema de uso de dinheiro público
POLÍCIA
A segunda fase da operação deu cumprimento a cinco mandados de prisão e sete de busca e apreensão contra os investigados. As ordens judiciais foram expedidos pela Vara Única de Ribeirão Cascalheira, após representação da Polícia Civil com parecer parcialmente favorável do Ministério Público.
As prisões preventivas têm como alvos os secretários de Financias, Obras (respectivamente marido e irmão da prefeita), o secretário de Saúde, o responsável pelo abastecimento dos veículos da Prefeitura (outro irmão da prefeita) e o Chefe do Departamento de Compras. Todos estão afastados cautelarmente dos cargos.
O Presidente da Câmara dos Vereadores, que também afastado cautelarmente e um funcionário da secretaria de Saúde também foram alvos de mandados de buscas e apreensões.
2ª Fase
Após a deflagração da primeira fase da operação em março deste não, foram reunidos elementos indicativos de que os suspeitos tentavam destruir provas, uma vez que com exceção do presidente da Câmara, os demais trocaram os aparelhos celulares e os respectivos chips telefônicos dias antes da operação. Durante as investigações também foi demonstrado que os suspeitos estavam empregando esforços para influenciar e até mesmo coagir testemunhas.
O delegado responsável pelas investigações, Flávio Leonardo Santana Silva, explica que além do esquema de desvio de combustível e emprego de maquinário da Prefeitura em propriedade privada, as investigações apontam outros crimes supostamente praticados contra o município, como compras particulares de material de construção e até de supermercado em nome da Prefeitura.
“As informações levantadas apontam que foram construídas casas com material desviado da Prefeitura, a mão de obra foi paga com combustível desviado e prestação de serviço com maquinário da Prefeitura na propriedade do responsável pela obra”, disse o delegado.
Os suspeitos seguem preso, em cumprimento ao mandado de prisão preventiva e serão encaminhados para o Presídio de Água Boa.
Denúncias
A Polícia Civil esclarece que é extremamente importante o apoio da população por meio de denúncias de crimes de que tenham conhecimento. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 197 e 181, os dados do comunicante são protegidos e atendente não tem acesso.
Os crimes contra a Administração Pública são extremamente graves, uma vez que atinge uma coletividade de pessoas, principalmente na prestação de serviços básicos como saúde, educação e acabam aumentando indiretamente crimes como roubo, homicídio, latrocínio entre outros.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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