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Operação Mato Seco resulta em quatro presos e 15 kg de maconha apreendidos em MT e MS

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Aproximadamente 15 quilos de maconha, porções de cocaína e apetrechos relacionados ao tráfico de drogas foram apreendidos na Operação Mato Seco, deflagrada pela Polícia Civil na terça-feira (25.04), com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE). A Delegacia de Narcóticos (DENAR) do estado vizinho deu apoio à operação.

A operação deu cumprimento a 17 mandados judiciais contra investigados por tráfico de entorpecentes. As ordens de prisão, busca e apreensão e bloqueios judiciais de contas bancárias, foram em cumpridas em cidades de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Até o momento quatro pessoas foram presas, dois alvos da operação continuam foragidos.

A operação é resultado de uma investigação sobre tráfico de drogas realizado por um grupo criminoso que enviava maconha para o norte de Mato Grosso, com ramificações no estado vizinho. Em Mato Grosso, equipes do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Juína e da Delegacia de Aripuanã cumpriram quatro mandados na cidade, sendo três de busca e apreensão e um de prisão.

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Durante cumprimento de buscas, no município de Aripuanã (1.002 km a noroeste de Cuiabá), a equipe localizou diversos tabletes de maconha, totalizando aproximadamente 15 quilos da droga. O responsável pelo entorpecente, que estava com mandado de prisão decretado pela Justiça, também foi preso em flagrante por tráfico de drogas.

No estado de Mato Grosso do Sul, os mandados de buscas resultaram na apreensão de porções de cocaína, maconha e de mais de 200 pinos de eppendorf, além de balança de precisão, apetrechos relacionados ao tráfico, aparelhos celulares e um simulacro de arma de fogo.

A delegada titular da DRE, Juliana Chiquito Palhares, agradeceu o empenho dos policiais e disse que as diligências continuam em andamento, sendo possíveis desdobramentos das ações com repercussões no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

“A operação foi bastante exitosa demonstrando a plena integração da Polícia Civil e o trabalho sempre comprometido com a sociedade”, disse a delegada.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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