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Operação cumpre 17 mandados contra grupo que traficou drogas para o norte de Mato Grosso

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta terça-feira (25.04), a Operação Mato Seco para cumprimento de 17 mandados judiciais contra alvos investigados por tráfico de entorpecentes. As ordens de prisão, busca e apreensão e bloqueios judiciais de contas bancárias, são cumpridas em cidades de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mato Seco, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), é resultado de uma investigação sobre tráfico de drogas realizado por um grupo criminoso que enviava maconha para o norte de Mato Grosso, com ramificações no estado vizinho.

Três equipes da DRE estão em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, para cumprimento de seis ordens judiciais. A Delegacia de Narcóticos (DENAR) do estado vizinho presta apoio à operação.

Em Mato Grosso, equipes do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Juína e da Delegacia de Aripuanã cumpriram quatro mandados na cidade, sendo três de busca e apreensão e um de prisão.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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