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Polícia Civil cumpre mandados contra grupo envolvido no tráfico de drogas em Confresa

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Quatro mandados de prisões foram cumpridos pela Polícia Civil, nesta terça-feira (18.04), na Operação “Farrapos”, deflagrada para desarticular uma associação envolvida no tráfico de drogas na região de Confresa (1.160 km a nordeste de Cuiabá).

O grupo investigado tive as ordens de prisões preventivas, decretadas pela Justiça da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, após investigação conduzida pela Delegacia de Confresa.

Três suspeitos, 22, 24 e 32 anos, tiveram as prisões cumpridas pela equipe da Delegacia Municipal com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa.

Em seguida os presos foram conduzidos até a Delegacia de Confresa para as providências cabíveis, sendo posteriormente apresentados e colocados à disposição do Poder Judiciário.

Já o quarto suspeito de 37 anos, apontado como líder do grupo, teve a prisão preventiva cumprida na Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa (Mata Grande), em Rondonópolis, onde encontra-se detido.

O nome da Operação “Farrapos” faz referência a pedaço rasgado de um tecido ou de uma roupa.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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