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Ministro do CNJ destaca atuação do Judiciário de Mato Grosso na expansão da Justiça Restaurativa

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, apresentou, na manhã desta quarta-feira (12 de abril), ao ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as ações realizadas pelo Poder Judiciário estadual para a expansão da Justiça Restaurativa no em todo Estado. São políticas públicas que vão ao encontro do que preconiza a corte nacional de Justiça.
 
O ministro disse que Mato Grosso está na vanguarda e à frente no desenvolvimento das práticas, especialmente para o sistema criminal, socioeducativo e educação.
 
“É com muita alegria que eu faço essa visita técnica ao Tribunal de Mato Grosso porque eu sabia do comprometimento, do empenho da presidente na implementação e concretização da justiça restaurativa. Mas encontrei aqui um ambiente muito mais desenvolvido, um compromisso cultural do tribunal com a Justiça Restaurativa, inclusive num ambiente administrativo, que é uma prática que nós estamos ainda trabalhando para efeito de implementação no Poder Judiciário. E aqui, os três aspectos estão contemplados [criminal, socioeducativo e educação]”, afirmou o ministro, que integra o Comitê de Justiça Restaurativa do CNJ.
 
A presidente e a equipe do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do TJMT apresentou um panorama das ações desenvolvidas e executadas a fim de expandir as ferramentas de pacificação social, especialmente os círculos de construção de paz. No início da tarde a presidente acompanhou o ministro a visita numa escola pública da Capital onde no momento estava sendo realizado círculo de construção de paz, o que o deixou extremamente satisfeito.
 
“Aqui eu vejo que a presidente conseguiu, com sua resiliência, dedicação e sua vocação natural para uma cultura de paz, externalizar todo esse conteúdo, potencializar essa prática importantíssima no âmbito interno do Poder Judiciário, principalmente fora dele porque viemos agora de uma escola pública em que se estava ocorrendo circulo restaurativo. É um passo muito importante porque a política que o Comitê de Justiça Restaurativa do CNJ dispôs esse ano é a Justiça Restaurativa na educação porque entendemos que a escola é um local muito importante que a gente pode auxiliar levando essa prática potencialmente relevante para construção de círculos e culturas de paz com auxilio do Poder Judiciário.”
 
O NugJur leva a Justiça Restaurativa nas escolas municipais e estaduais desde o ano de 2020 e os frutos são colhidos por todos os envolvidos. Ao todo já foram realizados 1.500 círculos de construção de paz com mais de 12.500 pessoas beneficiadas.
 
“Nossa gestão na Comissão tem posto foco muito forte também na justiça restaurativa na educação e o Tribunal de Mato Grosso está muito capilarizado, muito adiantado no processo e isso é algo importante. Vamos conhecer as práticas realizadas no interior do Estado para poder trabalhar isso num contexto nacional, saber o que poderemos aproveitar inclusive nos mecanismos de supervisão de acompanhamento dessas práticas. Aqui já há decretos, legislações específicas em alguns município instituindo a Justiça Restaurativa e é fantástico a gente saber disso”, ressaltou o ministro.
 
A presidente externou sua felicidade, uma vez que as boas práticas que hoje são realidade em Mato Grosso são fruto de muito trabalho e esforço, com foco na pacificação social e no olhar para as pessoas. “É a dedicação de muitas pessoas. Poder mostrar para o ministro tudo o que está sendo realizado e sermos bem vistos por estarmos no caminho certo, ter o aval é de extrema importância para nós porque vai nos fortalecer, nos dar a certeza de que é esse o foco e continuar investindo para fortalecer essa política de pacificação social. Principalmente com esse viés da Justiça Restaurativa na educação, que é a base, que é onde nós realmente podemos ter mais resultados perenes a longo prazo. Também fortalecer nossos espaços internos com os círculos de paz e o hábito cada vez mais sedimentado de uma comunicação eficiente e de termos diálogos estruturados e proveitosos.”
 
A juíza mato-grossense, auxiliar da Presidência do CNJ, Amini Haddad, disse que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso é o primeiro Estado visitado pela corte nacional depois que foi anunciado que 2023 é o ano da Justiça Restaurativa na Educação. A magistrada afirma a posição de destaque que Mato Grosso ocupa quando se fala em Justiça Restaurativa.
 
“Mato Grosso é exemplo na política Justiça Restaurativa. A história da atual gestão [do TJMT] traz isso de fato para um efeito de projeção porque temos aqui detalhamento de várias políticas e projetos desenvolvidos na Justiça Restaurativa, seja na execução penal, nas varas de violência doméstica, infância e juventude. Agora, toda essa projeção de uma ação pública voltada para a Justiça Restaurativa nas escolas. Nós sabemos que o fato de Mato Grosso ser escolhido como primeiro tribunal a ser visitado tem também essa dinâmica de reconhecimento de uma política pública que é prioritária, de uma política judiciária que é imprescindível.”
 
O gestor de Cadastro de Facilitadores do Nugjur, Rauny José da Silva Viana falou sobre a Criação do NugJur e Aplicações das Práticas Restaurativas no Estado de Mato Grosso.
 
O ministro conheceu o Programa de Construção da Rede Pública de Ensino “Eu e você na Construção da Paz” apresentado pela juíza e Coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Campo Verde, Maria Lúcia Prati e pela secretária Municipal de Educação, Simoni Pereira Borges.
 
Depois a juíza de Direito e Coordenadora da Justiça Restaurativa da Comarca de Tangará da Serra, Cristhiane Trombini Puia Baggio apresenta o “Projeto Retorno Pacificado à Escola”. Acompanham todo a agenda os juízes auxiliares da Presidência do TJ, Viviane Brito Rebello, Agamenon Alcântara Moreno Júnior; a diretora-geral do TJ, Euzeni Paiva de Paula; a gestora-geral do NugJur, Cláudia Candia, instrutoras do NugJur, Ana Tereza, Silvia Melhorança, a facilitadora de círculo de cosntrução de paz do NugJur, Sandra Félix; e servidoras do NugJur.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto do ministro ao lado da presidente, ambos sentados à mesa na sala de reuniões da Presidência do TJMT. Ao fundo está um telão branco. Ao lado do conselheiro está a juíza Amini Haddad e ao lado da presidência, o juiz auxiliar da Presidência, Tulio Duailibi. Segunda imagem: O ministro está em pé, sorrindo, dentro da sala de aula de uma escola pública de Cuiabá. Ao lado dele estão algumas crianças sentadas. Terceira imagem: Foto dos launos e professora reunidos, em pé, posando para foto. Junto deles estão o ministro, a presidente do TJ, juiz Tulio Duailibi, a juíza Amini Haddad, as juízas Cristhiane Baggio e Maria Lúcia Prati.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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