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Polícia Civil deflagra operação contra receptadores de celulares furtados e roubados em VG

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande, deflagrou na quinta-feira (30.03), a Operação Relicário, que resultou na autuação de 18 pessoas pelo crime de receptação.

Na ação foram recuperados diversos aparelhos celulares, modelos Iphones e Smartphones, produtos de furtos e roubos, totalizando o valor de aproximadamente R$ 55 mil, subtraídos das vítimas.

Os objetos foram apreendidos em diferentes estabelecimentos comerciais, situados nas cidades de Cuiabá é Várzea Grande.

Nas diligências para apurar as ocorrências registradas em Várzea Grande, em especial durante a realização de shows artísticos nos últimos meses, os policiais civis identificaram os receptadores dos objetos em investigação.

Um dos crimes, foi o roubo ocorrido na tarde do dia 13 de fevereiro, no bairro Cristo Rei. A vítima solicitou um veículo por aplicativo, e ao aguardar na porta de sua casa, foi rendida por um indivíduo armado, que mediante grave ameaça subtraiu o seu celular avaliado em R$ 1,4 mil.

Outro roubo foi registrado no dia 14 de novembro de 2022, no bairro Centro Sul. A vítima trabalha como motorista de aplicativo e, na data dos fatos, estava dentro de seu veículo, estacionado em via pública, quando dois homens em uma moto se aproximaram. De posse de uma faca apontada para o pescoço, a vítima foi obrigada a entregar o celular avaliado em R$ 1,7 mil.

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Já o terceiro roubo apurado foi cometido no dia 21 de novembro de 2022, no bairro Cristo Rei. A vítima estava na calçada de casa com um amigo, quando dois homens armados o surpreenderam e roubaram o telefone móvel de R$ 1,8 mil. Ainda na ação criminosa, os suspeitos efetuaram disparos em direção a vítima, mas não conseguiram atingir o alvo.

Outros dois furtos foram praticados durante um show nacional, no dia 26 de novembro de 2022, onde uma das vítimas participava do evento dentro do camarote, e ao ir buscar bebidas no bar, local em que havia grande aglomeração de pessoas, percebeu que haviam subtraído de sua bolsa o celular avaliado em R$ 13 mil.

Conforme a delegada titular da Derf de Várzea Grande, Elaine Fernandes da Silva, os receptadores dos produtos foram identificados e serão indiciados pelo ato criminoso, bem como as investigações continuam visando qualificar os executores dos roubos e furtos.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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