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Fórum de Rosário Oeste promove palestra sobre atendimento à vítima de violência doméstica

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Com o intuito de capacitar e sensibilizar agentes de saúde, médicos, assistentes sociais, enfermeiros, entidades da sociedade civil e servidores do Judiciário, o Fórum da Comarca de Rosário Oeste (a 128 km ao norte de Cuiabá), promoveu a palestra “Orientação Prática sobre o Atendimento à Vítima de Violência Doméstica”, ministrada pela delegada de Defesa da Mulher da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC/MT), Wanessa Aguiar.
 
A delegada abordou assuntos como tipos de violência, identificação de casos, procedimentos quando há identificação de violência doméstica e como solicitar medidas protetivas. A palestra foi proferida para cerca de 120 pessoas. “A programação foi elaborada pela equipe multidisciplinar do Fórum, encabeçada pela psicóloga, Ligia Cristina, e a ideia principal foi sensibilizar os profissionais que lidam de alguma forma com as mulheres vítimas de violência doméstica”, informou o juiz diretor do Fórum de Rosário Oeste, Diego Hartmann. “Pelo fato da comarca não ter uma rede de enfrentamento montada, esse encontro serviu para conhecer na prática como proceder quando uma mulher vítima de violência doméstica é identificada e mostrar que ela pode receber ajuda”, destacou.
 
“A delegada fez um palestra muito efetiva, mostrando a realidade de Cuiabá, que possui uma delegacia especializada, por exemplo, algo que não temos. Falei dos procedimentos e ações que tomamos aqui, como a medida protetiva, que é muito efetiva. Concedemos em média uma por dia e muitos dos profissionais que lidam com essas mulheres não a conheciam”, afirmou.
 
O delegado de Polícia do município, Antenor Pimentel Marcondes Junior, e a vice-prefeita, Meyre Borges, também participaram do evento. Durante a palestra, foi distribuída uma cartilha orientativa desenvolvida pelas Delegacias da Mulher (DEDM) de Cuiabá e Várzea Grande.
 
#ParaTodosVerem. A imagem que acompanha a matéria mostra a delegada Wanessa Aguiar em pé, vestindo terno e calça preta, falando para os participantes sentados em um auditório.
 
Larissa Klein
Assessoria de imprensa CGJ-TJMT 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES

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Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.

O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar omodus operandidos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.

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O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.

 “Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.

A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.

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O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.

Operação Espelho –Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

 



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