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Palestra do TCE-MT sobre Nova Lei de Licitações alcança gestores de todo país

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Com mais de 2 mil inscritos, a palestra sobre dispensa e inexigibilidade de licitações garantiu a gestores de Mato Grosso e de outros estados ferramentas para que atuem em conformidade com a Nova Lei 14.133/21. A capacitação foi realizada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) nesta quarta-feira (15).   

Dividido em ciclos, o curso faz parte da proposta de gestão do presidente da Corte de Contas, conselheiro José Carlos Novelli, que prioriza a prevenção de erros por meio da capacitação de gestores. Para isso, uma extensa programação vem sendo desenvolvida pela Escola Superior de Contas, sob supervisão conselheiro Waldir Teis.

“Temos que buscar o máximo de compreensão e esclarecimento sobre a nova lei, que é bastante extensa e abriu muitas possiblidades diferentes da antiga. Só assim estaremos contribuindo efetivamente para uma boa gestão pública, que é o que o Brasil precisa hoje”, afirmou o supervisor na abertura do encontro. 

No mesmo sentido se pronunciou o palestrante, Renato Fenili. “Essa tem que ser uma concepção adotada pelos órgãos de controle. Não é de hoje para amanhã que o Brasil vai implantar todos os artefatos de governança que a lei pede. O que se desenha é que vamos ter avanços ao longo do tempo.”

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Pós doutorando em Administração, Fenili tem larga experiência no setor público, tendo sido secretário adjunto de Gestão do Ministério da Economia e analista do Legislativo na Câmara dos Deputados. Ao observar a participação de representantes de diferentes estados, ele avaliou que a capacitação do TCE-MT garantirá resultados por todo o país.

“De modo geral, o Brasil não se preparou bem para esta transição. O maior sintoma disso é que discutimos pouco a qualidade da regulamentação. Criou-se uma corrida para regulamentar, mas ninguém discute a qualidade destas regulamentações, que às vezes trazem menos concretude que a própria lei, quando deveria ser o contrário”, avaliou.

Os detalhes sobre a nova legislação que modificou, radicalmente, o sistema de contratação pública no Brasil ao revogar a Lei Geral de Licitações (nº 8.666/1993), a Lei do Pregão (nº 10.520/2002) e a Lei do RDC (nº 12.462/2011) podem ser revistos na palestra, disponível no  Canal da Corte de Contas no YouTube – clique aqui.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
Flickr: clique aqui

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Fonte: TCE MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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