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Investigação constata falta de controle em sistema de abastecimento de secretaria de Ribeirão Cascalheira

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Ribeirão Cascalheira, realizou novas diligências em seguimento às investigações que culminaram com a Operação Tanque Cheio e constatou ausência de controle das atividades da Secretaria de Obras do município relacionadas ao abastecimento de combustíveis.

Conforme o delegado Flávio Leonardo, esse descontrole atinge também as horas trabalhadas por veículos ou máquinas ou até mesmo das obras realizadas. “Em regra, as demandas são repassadas no dia a dia e verbalmente, não sendo produzidos relatórios de serviço. Também não há controle dessas atividades pelo Departamento de Compras ou pela Secretaria de Finanças, órgãos que necessariamente participam do procedimento de aquisição de combustível. Esta ausência de controle indica um suposto ‘modus operandi’ para a prática de condutas criminosas”, explicou o delegado.

A Operação Tanque Cheio foi deflagrada no dia 02 de março, com o objetivo de combater diversos crimes praticados contra a administração pública municipal. Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, com a finalidade de apreender documentos, computadores, celulares e demais objetos relacionados à prática das fraudes. A operação contou com o apoio de diversas delegacias das Regionais de Água Boa, Confresa e Barra do Garças.

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Foram alvos da operação secretários, o chefe do Departamento de Compras e outros servidores dor ógãos municipais. “Os investigados trocaram os aparelhos celulares, com os respectivos chips, dias antes da deflagração da operação, fato que converge com os indícios da prática do crime de associação criminosa entre eles”, pontuou o delegado Flávio.

As investigações continuam com o objetivo de apurar a extensão dos crimes, identificação de todos os autores do suposto esquema criminoso e de possibilitar o ressarcimento aos cofres públicos do prejuízo causado.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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