MATO GROSSO
Curso do TCE-MT sobre prestação de contas na cultura conclui terceira e quarta etapa
MATO GROSSO
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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Destinada a servidores municipais, a capacitação sobre a prestação de contas das parcerias regidas pela Lei 13.019/2014, referente ao setor cultural, chegou à terceira e quarta etapa nesta semana. Os encontros são realizados pela Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).
O curso faz parte da proposta de gestão do presidente do órgão, conselheiro José Carlos Novelli, que prioriza a eficiência na administração pública e a prevenção de erros por meio da capacitação de gestores. Para isso, uma extensa programação vem sendo desenvolvida pela Escola Superior de Contas, sob supervisão conselheiro Waldir Teis.
Foi o que destacou o coordenador-geral da Escola, Marcos José da Silva, na abertura do encontro. “Este setor apresenta algumas especificidades e o Tribunal, por ser responsável pela fiscalização, se preocupa com isso. O que tem de inovador é que não nos limitamos a cobrança e a punição, orientando para que o gestor atue de maneira reta e correta.”
Dividido em cinco etapas, o curso é ministrado pelos especialistas Joéverton Silva de Jesus e Johnny Everson. O público-alvo são servidores cujas atividades envolvam planejamento, elaboração, desenvolvimento, execução, monitoramento e prestação de contas de processos relacionados às parcerias em regime de cooperação no setor cultural.
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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“Esses gestores serão multiplicadores, qualificando-se e levando este conhecimento para suas bases. Dessa maneira, a prestação de contas desses recursos públicos virá com mais qualidade, o que vai facilitar o trabalho do Tribunal e melhorar a imagem do setor”, explica Johnny Everson.
De acordo com ele, é comum que as irregularidades apontadas nestes balanços decorram não de irresponsabilidade ou corrupção, mas por desconhecimento.
Assim, para sanar o problema, a programação incluiu noções gerais sobre o marco regulatório trazido pela Lei 13.019/2014, controle e execução das parcerias, dever de transparência e prestação de contas, exemplos práticos de transparência, competência constitucional dos tribunais de contas e fundamentos do controle externo.
A fala foi endossada pelo secretário de Esporte, Cultura e Turismo de Itiquira, Sidiclei da Silva, e pela gestora de políticas de cultura de Alto Garças, Nair de Jesus. “O conhecimento é libertador. A partir do momento que você sabe como proceder, as coisas fluem melhor”, afirmou ela.
A terceira etapa do curso, realizado nos dias 6 e 7, foi oferecida a servidores de Aripuanã, Alto Araguaia, Alto Boa Vista, Alto Garças, Araputanga, Arenápolis, Barra do Bugres, Cáceres, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Conquista D´Oeste, Curvelândia, Figueirópolis D’ Oeste, Glória D´Oeste, Indiavaí, Itiquira, Jauru, Juruena, Lambari D´ Oeste, Mirassol D´Oeste, Nova Lacerda, Nova Marilândia, Nova Maringá, Nova Olímpia, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal, Rondonópolis, São José do Xingu e Várzea Grande.
Já a quarta etapa, nos dias 7 e 8, foi destinada a Alto Taquari, Barra do Garças, Castanheira, Cotriguaçu, Denise, Diamantino, Feliz Natal, Gaúcha do Norte, Guiratinga, Itanhangá, Jaciara, Juscimeira, Nova Ubiratã, Novo Horizonte do Norte, Novo São Joaquim, Porto dos Gaúchos, Ribeirãozinho, Rio Branco, Rondolândia, Santa Carmem, Santa Cruz do Xingu, Santo Antônio do Leste, São José do Povo, São Pedro da Cipa, Sapezal, Serra Nova Dourada, Tesouro, Torixoreu, Vila Bela da Santíssima Trindade.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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