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Unidade do programa SER Criança será inaugurada em Poconé nesta quinta-feira (9)

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A primeira unidade do Programa Ser Criança, desenvolvido pela Secretaria Estadual de Assistência Social e Cidadania (Setasc), será inaugurada em Poconé, nesta quinta-feira (09.03), às 9h, para atender 400 crianças em situação de vulnerabilidade, neste ano, com aulas de música, artes, dança, esportes e reforço das disciplinas, sempre em contraturno escolar, a fim de garantir melhoria na qualidade de vida delas. O investimento do Governo de Mato Grosso no programa é de mais de R$ 7 milhões. 

A meta do Estado é ampliar o programa idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes para outros municípios.

“O projeto SER Criança foi pensado com muito carinho. Nele, as crianças terão acompanhamento de profissionais habilitados para o desenvolvimento das atividades, incluindo oficinas lúdicas, cognitivas, esportivas e culturais, distribuídas em programas específicos. Vamos ampliar o atendimento a outros municípios”, informou a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes.

As crianças do programa têm idades entre 4 e 12 anos.

O custo da construção do prédio foi de R$ 2.027.604,06. Por ano, o Governo investirá o total de R$ 7.107.155,10 nesse programa, incluindo a execução do projeto, o aparelhamento da unidade, os uniformes para os alunos, o custo com as refeições em cada turno, além da capacitação dos profissionais que vão trabalhar na unidade modelo.

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O programa SER Criança proporcionará aos alunos as seguintes atividades: oficinas lúdicas, cognitivas, esportivas e culturais, bem como os serviços socioassistenciais, socioculturais, socioeducativos e psicológicos para crianças em situação de vulnerabilidade e alto risco social, auxiliando-os na superação de tais fatores.

A execução do programa é uma ação da Setasc, por meio da equipe técnica da Secretaria Adjunta de Programa e Projetos Especiais e Atenção à Família (Sappeaf), e conta com a parceria do município de Poconé, que doou o terreno para a construção e contribuirá com parte do custo de manutenção, bem como será responsável pela execução do programa.

De acordo com a secretária interina de Assistência Social e Cidadania do Estado, Grasielle Bugalho, o programa tem o olhar social e cuidadoso da primeira-dama e tudo foi construído com muito carinho e amor para que as crianças recebam atendimento especializado e com qualidade técnica de alto nível e se sintam bem acolhidas.

A secretária de Assistência Social e primeira-dama do município de Poconé, Joelma Gomes, destaca que o SER Criança, será um marco na política pública social do município de Poconé. As famílias terão um espaço onde as crianças, durante o contra turno escolar, em um ambiente construído único e exclusivamente para acolher e fortalecer os vínculos familiares e contribuir com o desenvolvimento de cada um deles.

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“Estamos todos encantados com a estrutura do prédio, a qualidade dos uniformes e toda a metodologia de atendimento, desenvolvidas para ser trabalhadas na unidade, pois sabíamos da necessidade e da importância de desenvolver um trabalho desse nível com as nossas crianças, por isso acreditamos que aqueles que estiverem inscritos no programa SER Criança, terão uma outra perspectiva de vida e crescimento pessoal e é esse o nosso objetivo”, avaliou Joelma Gomes.

Fonte: GOV MT

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CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES

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Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.

O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar omodus operandidos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.

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O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.

 “Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.

A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.

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O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.

Operação Espelho –Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

 



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