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Polícia Civil apreende 50 tabletes de maconha que abasteceriam pontos de drogas em Cuiabá

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Cinquenta tabletes de maconha foram apreendidos pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), neste sábado (25.02), na Rodovia BR 364, município de Cuiabá.

Na ação com apoio do Núcleo de Inteligência (NI) da Delegacia Regional de Alta Floresta, região norte do Estado, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), duas adolescentes, de 13 e 16 anos, foram apreendidas em flagrante por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas.

Em atendimento a uma denúncia anônima, a equipe da DRE passou a averiguar as informações, quando durante monitoramento na Rodovia BR 364, foi avistado um veículo com semi-reboque atrelado, onde além do motorista na cabine, haviam duas meninas.

Na abordagem do caminhão, o motorista foi questionado e informou que fez uma parada em um posto de combustível próximo a Dourados (MS). Ocasião em que as menores pediram carona, e como forma de ajudar, ele aceitou.

Ao serem entrevistadas as adolescentes acabaram contando que havia dentro de cada mala, 25 tabletes de maconha, totalizando 50 peças do entorpecentes.

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As infratoras afirmaram que receberam as duas malas em Dourados, bem como o carregamento tinha como destino final a cidade de Cuiabá. Com elas também foi apreendido R$ 140 em dinheiro, celulares, entre outros pertences.

Em seguida os três envolvidos foram encaminhados até a DRE para esclarecimentos. Depois de ouvido, o condutor do caminhão foi liberado por ficar comprovado que o mesmo não tinha participação nos fatos.

Já as menores foram ouvidas, e apurado que a droga oriunda do Estado de Mato Grosso do Sul, abasteceria pontos de venda de entorpecentes da região metropolitana, comandados por uma organização criminosa. 

Após depoimento, as conduzidas foram autuadas por ato infracional, e encaminhadas para custódia na Delegacia Especializada do Adolescente (Dea), enquanto aguardam decisão judicial. 

Conforme o delegado Gutemberg de Lucena Almeida, dando continuidade as diligências, o Núcleo de Inteligência da DRE repassou informações para a equipe da DEIC, de Presidente Prudente, Estado de São Paulo, a qual conseguiu apreender um adolescente 17 anos, na posse de 23 tabletes de maconha, também originários do mesmo lugar e com ligação com as duas adolescentes. 

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“As investigações para identificar o possível envolvimento de outras pessoas com o grupo, seguem em andamento”, destacou o delegado Gutemberg de Lucena Almeida.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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