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Mesas técnicas do TCE-MT são referência na implantação do consensualismo no TCU

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Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

O modelo de atuação consensual como instrumento de resolução de questões complexas, implementado e consolidado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) em 2022 por meio das mesas técnicas, tem repercutido positivamente no país. Exemplo disso foi a criação da Secretaria de Controle Externo (Secex) de Consenso pelo Tribunal de Contas de União (TCU).

Na essência, o trabalho que será desempenhado pela nova Secex, no órgão da União, tem os mesmos fundamentos e objetivos das mesas técnicas realizadas pela Corte de Contas Mato-grossense, por meio da Comissão Permanente de Normas e Jurisprudência (CPNJur) e a Secretaria de Normas e Jurisprudência (SNJur), instaladas em janeiro de 2022 pelo presidente, conselheiro José Carlos Novelli. 

Frente à expertise do TCE-MT, a titular da SNJur, auditora Lisandra Ishizuka Hardy Barros, foi convidada para participar do talk-show promovido pelo TCU, em 14 de fevereiro, “Benchmarking de Solução Consensual”, nos painéis reservados a conhecer experiências externas de atuação na solução consensual – dificuldades e benefícios da solução consensual e processo de trabalho das mesas técnicas do Tribunal de Contas de Mato Grosso. O auditor público externo Saulo Miranda também participou do evento.

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No TCE-MT, já no primeiro ano foram construídas e aprovadas quatro soluções técnico-jurídicas em diferentes frentes. Foi resolvida a situação relacionada a utilização do Sistema de Registro de Preços (SRP) e Credenciamento para execução de obras e serviços de engenharia, bem como assegurada a continuidade dos contratos firmados para a pavimentação da rodovia BR-174 e solucionada a controvérsia que suspendeu a obra do Sistema Ferroviário Rondonópolis-Cuiabá-Lucas do Rio Verde. Além disso, por meio de uma mesa técnica, evitou-se uma disputa judicial entre a Prefeitura de Cuiabá e empresas de transporte coletivo. Em 2023, já são quatro novos pedidos de mesas técnicas, sendo dois admitidos e em andamento. 

“As mesas técnicas legitimam o processo decisório e ampliam a segurança jurídica, privilegiando ações de controle externo preventivo antes de processos sancionadores. É um andar na trilha da efetividade e celeridade dos processos”, destacou o presidente José Carlos Novelli. 

Presidente da CPNJur, o conselheiro Valter Albano lembrou que, no controle externo, no mundo jurídico e na área técnica como um todo, sempre haverá assuntos complexos e que, a partir dessa complexidade em temas relevantes, que o Tribunal de Contas instala a Mesa Técnica. 

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“As mesas consistem em um grupo multidisciplinar de técnicos e especialistas que vão estudar e examinar o tema, adentrando-o técnica e juridicamente para analisar qual a melhor solução para sociedade, sempre de acordo com as normas, princípios técnicos e a legislação”, concluiu Valter Albano.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT

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Salas Acolher + Saúde fortalecem rede de proteção com atuação integrada em Cuiabá

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Mulheres em situação de violência contam com atendimento integrado e mais próximo de casa por meio das Salas Acolher + Saúde, estratégia da Prefeitura de Cuiabá que ampliou de dois para quatro os espaços destinados ao acolhimento. As salas funcionam em Unidades de Saúde da Família (USFs) e integram as ações das secretarias municipais de Saúde e da Mulher.

Atualmente, as Salas Acolher + Saúde estão instaladas nas USFs Jockey Clube, Grande Terceiro, CPA 4 e Ribeirão da Ponte. Nesses espaços, as mulheres recebem atendimento multiprofissional, de acordo com as necessidades apresentadas. Entre os profissionais disponíveis estão psicólogos, enfermeiros, médicos, odontólogos, nutricionistas e assistentes sociais.

De acordo com a secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, a integração entre as duas secretarias permite encaminhar as mulheres de acordo com as necessidades identificadas durante o atendimento. “As Salas Acolher + Saúde são uma estratégia da Prefeitura de Cuiabá para ampliar o atendimento às mulheres em situação de violência. A Secretaria da Mulher trabalha integrada com a Secretaria de Saúde, de maneira que as mulheres que estejam em situação de violência tenham real atendimento dentro da Prefeitura de Cuiabá”, destacou.

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O fluxo entre os serviços das duas secretarias funciona nos dois sentidos. Mulheres atendidas nas unidades de saúde podem ser encaminhadas aos serviços da Secretaria da Mulher, enquanto aquelas que chegam primeiro à rede de proteção também podem ser direcionadas para atendimento na área da saúde.

A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Thaís Silva de Brito Sobrinho, destaca que a ampliação dos espaços permitiu descentralizar o atendimento e aproximá-lo dos bairros. “Anteriormente nós tínhamos duas Salas Acolher + Saúde. Hoje nós temos quatro, ou seja, nós duplicamos para que essas mulheres tenham mais acesso e, principalmente, dentro do território, garantindo que cada regional de saúde tenha pelo menos uma sala”, afirmou.

Cinara também enfatizou que as Salas Acolher + Saúde funcionam como porta aberta. “Isso significa que a mulher não precisa morar na região onde está localizada a unidade para buscar atendimento. Ela pode procurar qualquer um dos quatro espaços e será acolhida pela equipe”, completou.

Com foco na descentralização do atendimento, a Prefeitura de Cuiabá substituiu as antigas Salas da Mulher das UPAs pelas Salas Acolher + Saúde, ampliando o acesso e fortalecendo a rede de proteção às mulheres. Em casos de violência sexual ocorridos em até 72 horas, a orientação é procurar o Hospital Universitário Júlio Muller, onde funciona o Projeto Ipê.

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