POLÍCIA
Foragido por envolvimento em escavação de túnel para PCE é preso na fronteira de MT
POLÍCIA
Um criminoso procurado pela Polícia Civil, líder do grupo responsável pela escavação de um túnel para fuga em massa de presos da Penitenciária Central do Estado, foi preso na manhã deste sábado (11.02), na cidade de Pontes e Lacerda.
C.S.G., de 36 anos, estava com um mandado de prisão em aberto desde a deflagração da Operação Armadillo, desencadeada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado, em janeiro deste ano, para cumprir ordens judiciais de prisão e de buscas contra a organização criminosa envolvida na construção do túnel, descoberto no ano passado pela Polícia Civil.
A GCCO recebeu informações sobre a localização do criminoso, que estava foragido desde a realização da operação, e provavelmente estaria na região de Pontes e Lacerda.
A informação foi passada à equipe da Delegacia de Pontes e Lacerda, que o localizou, neste sábado, próximo à rodoviária da cidade, em um estabelecimento comercial, onde foi detido. No momento da abordagem, o criminoso informou um nome diferente, apresentando CPF e título eleitoral falsos.
Ele foi conduzido à delegacia, onde foi autuado em flagrante pelo crime de falsa identidade. Em entrevista aos policiais civis, o criminoso disse que pagou R$ 10 mil pela confecção dos documentos falsos.
Operação Armadillo
As investigações da GCCO iniciaram após a descoberta do túnel, em setembro do ano passado, que estava sendo escavado de dentro de uma residência, no bairro Jardim Industriário, em direção à PCE, a maior unidade penitenciária de Mato Grosso, que abriga criminosos de alta periculosidade.
Em continuidade às investigações, a Polícia Civil identificou outras oito pessoas envolvidas no planejamento e execução do plano de fuga frustrado.
Além das prisões, foram decretadas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso 12 mandados de busca e apreensão domiciliares e uma ordem de sequestro de imóvel.

Na segunda fase da investigação foram presos integrantes da organização responsáveis por toda a logística do plano de escavação do túnel, desde o recrutamento dos trabalhadores (presos anteriormente) à execução da obra. Entre os presos está um engenheiro de Rondonópolis. A GCCO apurou que foi realizada a simulação de venda do imóvel utilizado para dar início ao túnel, que foi sequestrada judicialmente.
Na ocasião da descoberta do túnel, as equipes da GCCO flagraram 12 pessoas, entre elas três menores de idade, trabalhando na escavação. Todos os envolvidos, oriundos do estado do Piauí, foram presos em flagrante, sendo os adultos mantidos presos preventivamente. Alguns já tinham experiência em atividades garimpeira, com trabalho em escavações.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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