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“Internet é terra sem fronteiras, mas tem lei”, alerta delegado em podcast

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Crimes cibernéticos têm penas graves e são passíveis de prisão, por isso, a vítima tem que denunciar de imediato o ocorrido. Somente no ano passado, a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) da Polícia Civil de Mato Grosso recuperou aproximadamente R$ 2,8 milhões oriundos de golpes e outros crimes praticados pela internet, conforme destacou o delegado da DRCI, Ruy Guilherme Peral, no 15° episódio do podcast Conecta Jovem, que foi ao ar nesta quinta-feira (09.02).

“A Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos tem combatido fortemente, prendido e indiciado pessoas que cometeram golpes. Sabemos que reina uma sensação de impunidade, que há pensamento de que se caiu em um golpe não precisa registrar, mas há punição sim e esses crimes têm pena muito grave. Por isso, a vítima deve procurar a Polícia Civil para poder investigar”, alerta o delegado, que durante o bate-papo trouxe várias dicas importantes para os jovens se protegerem enquanto estiverem usando a internet.  

Ruy Guilherme reforçou a importância de redobrar os cuidados nos equipamentos eletrônicos com acesso à internet e que as pessoas lembrem que há perigos escondidos e alguns mais visíveis, como injúrias em comentários em redes sociais. “As pessoas acham que a internet é uma Nárnia, que o que acontece lá é brincadeira, mas hoje a Polícia Civil dispõe de técnicas, métodos e ferramentas suficientes para identificar quem está se escondendo atrás das telas, incluindo perfil fake. Meu recado para os jovens é: tomem cuidado. A internet é uma terra sem fronteiras, mas tem lei”, disse.

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No podcast o delegado revela quais os principais crimes que atualmente são cometidos pela internet, desde comentários em redes sociais, passando pelo recebimento de e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp, a golpes cometidos quando a vítima faz uso de cartão de crédito, e dá sugestões práticas para que as pessoas não fiquem tão suscetíveis ao perigo.  Também traz dicas para os pais sobre como evitar que as crianças corram risco ao usar a internet.

O episódio completo está disponível pelo YouTube e Spotify.

Fonte: PJC MT

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Polícia Civil cumpre 55 ordens judiciais contra grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas em Tangará da Serra

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7.10), a Operação Nomad, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso investigado pelos crimes de tráfico ilícito de entorpecentes, associação para o tráfico e organização criminosa. Os suspeitos atuavam em Tangará da Serra e região.

Na operação, são cumpridas 55 ordens judiciais, sendo 13 mandados de prisão preventiva, 13 de busca e apreensão, 21 afastamentos de sigilo telefônico e telemático e oito bloqueios e indisponibilidade de contas e valores. As ordens foram deferidas pela Justiça com base em investigações da Delegacia de Tangará da Serra.

Os mandados são cumpridos simultaneamente em Tangará da Serra e Cuiabá, em Mato Grosso, além de Goiânia (GO), mobilizando mais de 40 policiais. Dois flagrantes foram registrados durante o cumprimento das ordens judiciais.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

A operação é resultado de uma investigação que identificou a atuação estruturada do grupo criminoso e sua dinâmica de constante movimentação entre diferentes imóveis, moradias transitórias, esconderijos e pontos de apoio, utilizados como estratégia para dificultar o monitoramento policial e a localização dos investigados.

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A Justiça também autorizou a realização de buscas em caráter itinerante, diante da constante alteração dos locais utilizados pelos investigados, permitindo às equipes policiais o cumprimento das diligências nos imóveis e pontos de apoio vinculados aos alvos, observadas as condições estabelecidas judicialmente.

As prisões e buscas têm como finalidade o cumprimento das determinações judiciais, a apreensão de elementos que podem reforçar a investigação e o aprofundamento das apurações relacionadas à estrutura criminosa investigada.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Nome da operação

A denominação “Nomad” faz referência à característica identificada durante as investigações: a constante mobilidade dos investigados, que alternavam entre diferentes imóveis e pontos de apoio para dificultar a atuação policial. A decisão judicial reconheceu expressamente essa dinâmica e autorizou buscas de caráter itinerante.

A operação integra o trabalho permanente de investigação da Delegacia de Tangará da Serra no enfrentamento ao tráfico de drogas e às facções criminosas, atuando de forma integrada para identificar, localizar e responsabilizar os envolvidos.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT



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