POLÍCIA
Polícia Civil busca por autor de três homicídios em Rondonópolis
POLÍCIA
A Polícia Civil de Mato Grosso procura por um dos envolvidos em três homicídios ocorridos no final de novembro do ano passado, em Rondonópolis. Duas pessoas foram assassinadas e uma sofreu uma tentativa de homicídio, todos ordenados por um criminoso que está preso na penitenciária regional da Mata Grande.
O procurado, Luciano Palopoli Barros, de 37 anos, é um dos autores dos homicídios e está com a prisão preventiva decretada, deferida pela Justiça a partir das investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis.
Quem tiver alguma informação que possa levar ao paradeiro do criminoso pode entrar em contato com a DHPP de Rondonópolis pelos telefones (66) 99994-5623 /(66) 99911-3598 ou 197. A identidade tem sigilo assegurado.

Mandante
A DHPP apontou ainda que E.S.B., de 27 anos, preso na Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, ordenou de dentro da unidade prisional os crimes cometidos contra sua companheira, Bruna Andriele de Souza e outras duas pessoas. Conforme a apuração, ele teria descoberto que a companheira teve um relacionamento extraconjugal com as outras vítimas e, por não aceitar a suposta traição, ordenou os assassinatos.
O mandante foi indiciado por homicídio qualificado, por duas vezes, um homicídio tentado qualificado e associação criminosa. Em relação à mulher, ele responderá pelo homicídio com a qualificadora de feminicídio. O criminoso já estava preso pelos crimes de tráfico de drogas e roubo.
Crimes
Bruna Andriele, de 24 anos, foi encontrada em sua residência, no Residencial São José, na noite de 30 de novembro, atingida com disparo de arma de fogo na cabeça. Ela foi socorrida ainda com vida pelo Serviço de Atendimento de Urgência (Samu) ao Hospital Regional, mas foi a óbito. Conforme as informações coletadas no local, um homem vestido com blusa de frio e usando capacete arrombou a porta da casa e depois de identificar a vítima, fez o disparo.
O outro homicídio foi registrado no Jardim Iguaçú. Marcos Gabriel Alves de Carvalho, de 27 anos, jogava bola em uma quadra do bairro, quando foi surpreendido por um homem alto, magro, usando blusa de frio com manga e touca, que iniciou os disparos. A vítima ainda tentou fugir, mas só conseguiu correr alguns metros e logo depois caiu.
O terceiro crime ocorreu no Jardim Serra Dourada 2, onde a vítima, de 29 anos, foi atingida com disparos de arma de fogo e socorrida por familiares. Na residência, os policiais recolheram cápsulas de calibre 9 mm.
Conforme informações coletadas, dois suspeitos invadiram a casa procurando pelo rapaz e fizeram os disparos. A vítima conseguiu fugir e abrigar-se em seu quarto, sendo socorrido posteriormente.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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