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Poder Judiciário de Mato Grosso inicia formação para instrutores em Círculos de Paz

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Para Semear a Paz e Fortalecer a Justiça o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), deu início ao Curso de Formação para instrutores em Círculo de Construção de Paz. A abertura ocorreu na manhã desta segunda-feira (6 de fevereiro), na Escola dos Servidores, em Cuiabá e contou com a presença da presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Clarice Claudino da Silva.
 
A magistrada, que preside o NugJur, ressaltou a importância de cada um dos participantes. “Cada elo desta corrente tem valor inigualável”, disse ao agradecer a adesão ao curso, já que serão portadores da expansão da cultura da paz.
 
Formar facilitadores para o propósito da expansão da pacificação social é uma da prioridades nestes dois anos, como afirmou a presidente. “É de vital importância que nós estejamos sempre atentos a multiplicação desses facilitadores. Se a intenção é disseminar a cultura dos círculos de paz precisamos ter um número cada vez maior de pessoas envolvidas, principalmente como facilitadores. São eles que vão levar e consolidar essa prática em suas respectivas comarcas, comunidades e famílias e é por isso que a nossa alegria é tão grande de estarmos começando mais um curso para formação desse facilitadores”, reiterou.
 
O curso faz parte de um processo de construção, com a participação de cada um, como disse o juiz coordenador do NugJur, Tulio Duailibi Alves de Souza.
 
“Chegou momento de fazermos com que a fundação tenha agora as paredes nessa estrutura e a Justiça Restaurativa consolide o espaço que ela merece em Mato Grosso. E esse curso é fundamental porque permitirá que avancemos cada vez mais nos espaços mais distantes do Estado onde a gente precisa chegar. Quem está aqui sabe o motivo de estar aqui e sabe do seu papel. Com esse movimento vamos mostrar que é possível se chegar ao Judiciário e o Judiciário chegar às pessoas. Que as pessoas possam enxergar no Judiciário uma instituição que se preocupa com a população e que possa cada vez mais ajudar a resolver os problemas, por meio de um Judiciário realmente restaurativo”, comentou o juiz.
 
Quem ministra o curso ao longo desta semana é Rafaella Duso, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que enfatizou a importância da ação. “É uma alegria imensa poder participar de um movimento tão intenso como o Tribunal de Justiça está fazendo neste momento. A gente sabe o quanto é importante os poderes públicos investirem em ações que capacitem seus servidores para poder trabalhar na difusão da cultura da paz . É muito importante e significativo e no meu entender acho que vai ser o maior movimento do Brasil ligado ao sistema de justiça que está sendo implantado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso”, afirmou.
 
O juiz Leonisio Salles de Abreu Junior é um dos participantes do curso e falou sobre a expectativa sobre a formação, que estenderá ao longo desta semana. “A semente foi plantada desde a Resolução 225 do Conselho Nacional de Justiça e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso está aumentando o número dos instrutores para podermos aplicar a Justiça Restaurativa para todos os usuários do judiciário para termos essa nova visão para esse novo olhar. Essa é a preocupação da atual Presidência do TJ, termos esse enfoque restaurativo. Esse curso é muito importante para todos, magistrados e servidores, pois são os braços dessa engrenagem que a gente está fortalecendo para almejar esse alcance, para, num futuro bem próximo, ampliar a Justiça Restaurativa no Estado”, finalizou.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagens: Foto 01: Presidente Clarice Claudino atrás do púlpito fala aos presentes que estão sentados em cadeiras dentro da sala.
Foto 02: Juiz Tulio Duailibi segura microfone e fala aos presentes. Ele sua terno azul.
Foto 03: Instrutora Rafaela Duso sorri para foto. Ela usa óculos de grau, crachá grande feito em cartolina rosa escrito ‘Rafa’, para a dinâmica que será realizada no curso.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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