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Grêmio vence Esportivo e segue líder invicto no Gauchão

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A quarta-feira foi de Grêmio em campo no Estádio Montanha dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. Com gols de Pepê e Ferreira, o Tricolor venceu o Esportivo por 2 a 0, em jogo válido pela quarta rodada do Campeonato Gaúcho, resultado que deixa a equipe de Renato Portaluppi com 12 pontos, na liderança da competição.

Os 45 minutos iniciais foram de superioridade gremista, que manteve o controle das ações da partida e levou perigo por vezes ao ataque. Logo aos 3 minutos, o Tricolor quase abriu a contagem, após Luis Suárez levantar na área para Ferreira subir e desviar de cabeça, mas o goleiro fez a defesa. Antes dos 10’, outra chance saiu de um cruzamento de Reinaldo para a área, mas a zaga impediu a sequência do lance e afastou o perigo de seu campo de defesa.

Dominando o jogo, o Grêmio seguiu pressionando o time da serra e conseguiu chegar novamente com perigo aos 22’, quando Luis Suárez, pela esquerda, cruzou para Bitello, invadindo a pequena área – o meia chutou de primeira, mas mandou por sobre a meta. Seis minutos depois, de longa distância, foi a vez de Ferreira arriscar um chute, mas a bola passou à esquerda do gol adversário.

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Aos 35’, quase o gol tricolor, quando Luis Suarez ajeitou de letra para Cristaldo, que serviu Ferreira mais atrás, na entrada da área – o atacante chutou, mas a zaga cortou. Os donos da casa chegaram por duas vezes, mas pararam na defesa gremista.

Para o segundo tempo, o técnico Renato Portaluppi manteve a mesma formação da equipe. Buscando efetividade, o Tricolor tentou novas investidas no ataque, mas em sua maioria, bem marcado, não conseguiu se infiltrar entre a marcação.

Com 18 minutos jogados, Reinaldo fez uma boa tabela com Cristaldo na esquerda e finalizou, mas Copetti fez uma grande defesa. Em seguida, Ferreira cruzou no segundo poste e Suárez mandou de cabeça, mas carimbou a trave, por detalhe não marcou.

Insistindo no ataque, mais uma chegada gremista: aos 21’, Bitello recebeu e arrematou buscando o ângulo esquerdo da meta, mas a bola passou raspando o gol. Outra oportunidade saiu de uma jogada bem trabalhada, da esquerda para o meio. Ferreira serviu Gabriel Silva (que entrou no lugar de Carballo) em frente a área, que finalizou, obrigando Copetti a fazer outra boa defesa.

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Foi aos 29 minutos, que nasceu o primeiro gol gremista. Pepê, da entrada da área, chutou com qualidade, acertando o ângulo esquerdo da meta do Esportivo, sem nenhuma chance de defesa do goleiro Rafael. Grêmio 1 a 0 sobre a equipe da serra.

Não demorou para saiu o segundo gol. Desta vez, Luis Suárez acionou Ferreira, que cortou a marcação e chutou de chapa, mandando para o fundo das redes e assinalando o segundo gremista, passados 36’.

Final de jogo: Grêmio 2×0 Esportivo. Com o resultado, Tricolor soma mais três pontos, chega a 12 e segue invicto na liderança da competição.

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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