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Suspeitos de invadir propriedade rural e ameaçar proprietária são presos em flagrante pela Polícia Civil

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Uma ação realizada pela Polícia Civil na zona rural de Nova Brasilândia, nesta sexta-feira (27.01), para apurar um conflito de invasão de terras resultou na prisão de dois suspeitos pelos crimes de esbulho possessório e porte ilegal de arma de fogo.

A equipe da Delegacia de Chapada dos Guimarães fez diligências na fazenda, com apoio da Gerência de Operações Especiais (GOE) e além das prisões em flagrante de C.S.C., de 42 anos, e J.M.C., de 66 anos, as equipes apreenderam duas espingardas, um facão e munições.

Os suspeitos, pai e filho, invadiram uma fazenda na região, a 40 quilômetros da cidade, e ainda ameaçaram a proprietária de morte.

A vítima, de 60 anos, procurou a Delegacia de Chapada dos Guimarães na quarta-feira e disse que ao chegar na sua propriedade, se deparou com grileiros, que são conhecidos na região. Diante da situação, ela pediu que eles saíssem da propriedade, contudo, o pai e o filho disseram que daquela vez não sairiam e que ficariam em definitivo na área e, a partir daquele momento, seriam os novos donos da propriedade.

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Os suspeitos ainda alegaram que outras pessoas também iriam para a fazenda e que, inclusive, já estavam fazendo uma cerca para dividir a propriedade entre os grileiros. O suspeito de 66 anos ainda ameaçou a vítima se retirasse imediatamente da fazenda antes que saísse de lá de outra maneira. Naquele momento, ambos mostraram armas de fogo para a vítima e um deles, que estava com dois tucanos mortos na mão, disse que a dona da fazenda ficaria como as aves.

Na sexta-feira pela manhã, as equipes policiais realizaram diligências para averiguar a situação na fazenda. Ao chegar na propriedade, os investigadores e delegados foram recebidos pelos dois invasores e ao serem questionados se havia arma de fogo no local, o mais novo respondeu que sim. Nas buscas foram encontradas duas espingardas, uma calibre 32 e a outra calibre 28, e vários apetrechos como cartuchos, chumbo e pólvora.

Os dois foram encaminhados à Delegacia de Chapada dos Guimarães e autuados em flagrante.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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