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Polícia Civil cumpre 24 mandados contra núcleo familiar identificado como liderança de organização criminosa

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Água Boa (730 km a leste de Cuiabá), deflagrou na manhã desta sexta-feira (12.05), mais uma fase da Operação Conexão 15, para cumprimento de 24 ordens judiciais com alvo na liderança de uma organização criminosa atuante na região do Araguaia.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) com base nas investigações da Delegacia de Água Boa e do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional., sendo cinco mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão domiciliar, sequestro de bens e bloqueios de contas bancárias de integrantes da organização criminosa.

O cumprimento dos mandados conta com a participação de 50 policiais civis, entre investigadores, escrivães e delegados.

A operação mira um grupo específico identificado como a liderança de uma facção criminosa de uma das cidades da região do Araguaia. Os investigados integram um núcleo familiar, que perpetua no poder criminoso, comandando tráfico de drogas na região.

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As investigações iniciaram há mais de um ano, identificado que os suspeitos estão na liderança da organização criminosa desde meados de 2018, sendo representado pelo pelos bloqueios de seis contas bancárias ligadas aos suspeitos, e sequestro de bens na casa de R$ 1 milhão, entre imóveis e veículos.

Entre os bens sequestrados está um conjunto de quitinetes localizado em Água Boa, pertencente a um dos investigados, avaliado em aproximadamente R$ 750 mil. Além de um investimento do suspeito, o local também serviria de apoio da facção criminosa para atuação em crimes na cidade.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Matheus Soares Augusto, os investigados estão no topo da organização criminosa, estando apenas subordinados a um outro membro, ainda não identificado. “Além da prisão dos suspeitos já identificados, a operação tem como foco a coleta de novos elementos e as investigações devem avançar para identificação de outros integrantes do grupo após análise do material apreendido”, disse o delegado.

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Conexão 15 faz referência ao planejamento da Polícia Civil para cumprimento de mandados contra integrantes de organizações criminosas alvos de investigações realizadas nas 15 Regionais do estado de Mato Grosso.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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