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Indea moderniza processos e adota sistema informatizado para fiscalização rural

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A fiscalização do Indea ganhará mais agilidade com a informatização de todos os formulários, acabando com uso de papel e carbono pelos fiscais em campo. A medida está dentro do programa Simplifica MT, que visa eliminar o uso do papel e digitalizar processos na administração pública.

“Esta é uma determinação do governador Mauro Mendes, para otimizar recursos, gerando economia de insumos e evitando o retrabalho pelos fiscais em campo, que tinham que preencher formulários de papel e depois digitá-los no sistema quando chegavam na unidade, após percorrer as propriedades rurais”, explica a presidente do Indea, Emanuele Almeida.

Os novos sistemas começarão a ser operados em janeiro, e já iniciaram a fase de homologação do Sistema de Defesa Vegetal (Sisdev) e do Sistema de Informações Zoosanitárias (SIZ).

Dessa forma, os produtores rurais não vão precisar guardar papel: as informações serão repassadas via email ou pelo Módulo Produtor, no caso de criadores de animais. Neste sistema, o produtor poderá acessar o histórico das visitas na propriedade e os programas sanitários atendidos, sem a necessidade de guardar a via do formulário.

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Foram adquiridos cerca de 250 tablets para todas as unidades do Indea em Mato Grosso, com recursos serão provenientes do Fundo de Emergência de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), no valor aproximado de R$ 400 mil.

Área vegetal

No caso da agricultura, os fiscais da área vegetal também vão abandonar o uso de formulário de papel e será possível realizar a produção de documentos oficiais diretamente no sistema, o que garante maior agilidade e transparência no trabalho da fiscalização. Foram adquiridos 142 kits portáteis, composto por impressora e notebook touchscreen, por meio de recursos do Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase), no valor de R$ 1,4 milhão.

No caso do produtor rural da área vegetal, o documento oficial de fiscalização poderá a ser emitido tanto de forma física quanto digital.

Como vai funcionar

Antes de sair a campo, os fiscais vão carregar as informações das propriedades que serão fiscalizadas. O sistema permite o preenchimento das informações mesmo off-line.

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Ao chegar em algum ponto com internet, o sistema vai carregar as informações lançadas off-line, atualizando os dados dos cadastros e a via do produtor será encaminhada para ele. 

“Essa mudança para o digital representará economia de tempo aos fiscais do Indea e de recursos, evitando a compra de papel de formulários e carbono, deixando a autarquia mais ágil, eficiente e tecnológica para acompanhar as mudanças na agricultura mato-grossense e cumprindo sua missão”, concluiu a presidente do Indea.

Fonte: GOV MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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