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Polícia Civil cumpre 33 mandados judiciais em unidade prisional de Primavera do Leste

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A equipe da Polícia Civil em Primavera do Leste deu continuidade, nesta sexta-feira (16.12), ao cumprimento de mandados da Operação Retomada-Alter Ego, deflagrada na terça-feira para efetuar 245 mandados de prisão e de buscas contra alvos investigados por integrar uma organização criminosa envolvida com tráfico, roubos e homicídios na região.

Nesta sexta-feira, equipes das delegacias de Primavera do Leste cumpriram 33 mandados na unidade prisional do município, com apoio da Polícia Penal.

Foram cumpridas 13 ordens de prisão preventiva e 20 mandados de buscas e apreensões em celas da cadeia pública.

Retomada-Alter ego

A operação cumpriu mandados judiciais nas cidades de Paranatinga, Primavera do Leste, Rondonópolis e Cuiabá e contou com um aparato policial de 400 profissionais de delegacias das Diretorias de Interior, Metropolitana e de Atividades Especiais.

A operação é resultado de um trabalho conjunto realizado pela Delegacia Regional, Delegacia Municipal, Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Primavera do Leste.

O ponto de partida da Operação Alter ego foi uma ação deflagrada em março deste ano, em conjunto com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas de Goiás, que prendeu o líder do grupo criminoso. Nessa operação, foram coletados vários elementos informativos que resultaram na instauração de um novo inquérito policial.

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Em nove meses de investigações, as equipes da Polícia Civil reuniram informações que comprovaram a atuação de membros de uma organização criminosa, liderada por um investigado que foi preso em Goiás, e tinha como atividade principal o tráfico de entorpecentes na região de Primavera do Leste e o fomento à execução de roubos e homicídios.

O nome da operação faz referência ao chefe da organização criminosa que criou uma nova identidade para se eximir da responsabilidade das práticas criminosas.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Imagens Policia Civil

Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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