POLÍCIA
Associação criminosa presa movimentou R$ 2 milhões com roubo e furtos de defensivos em propriedades de MT
POLÍCIA
A quadrilha desarticulada na Operação Ponto Final, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira 15.12) movimentou, aproximadamente, R$ 2 milhões no roubo e furto de defensivos agrícolas em diferentes regiões do estado.
A operação foi deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) para cumprimento de cinco prisões e seis mandados de busca e apreensão. Três alvos foram presos nas cidades de Tapurah, Primavera do Leste e Lucas do Rio Verde.
Nos endereços dos alvos foram apreendidas três armas de fogos (duas espingardas e uma pistola) e uma camionete, roubada na cidade de Diamantino e localizada em Primavera do Leste.
Os mandados de prisão preventiva e de buscas foram cumpridos por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Primavera do Leste, Delegacias de Lucas do Rio Verde e de Tapurah e Gerência de Operações Especiais (GOE). As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Sorriso.

Roubos de defensivos
Durante sete meses, a GCCO apurou a atuação da quadrilha responsável pelo roubo e furtos de defensivos agrícolas em propriedades de Primavera do Leste e de Sorriso. A apuração começou com a localização de parte dos defensivos agrícolas roubados de uma fazenda em Primavera do Leste, naquele mesmo mês, foi recuperada em uma propriedade rural em Diamantino. Na ocasião, um suspeito do crime de receptação foi preso em flagrante.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Gustavo Godoy, ocorreram outros furtos, em datas diferentes no mês de julho, de cerca de duas toneladas de defensivos agrícolas de uma fazenda em Sorriso.

No mês de agosto, a Polícia Civil recuperou, em Lucas do Rio Verde, uma tonelada dos produtos furtados em Sorriso e dois suspeitos foram presos em flagrante por receptação.
Em setembro, em uma propriedade rural também em Lucas do Rio Verde, foi recuperado o restante dos defensivos agrícolas furtados de Primavera do Leste e da propriedade rural em Sorriso.
Além dos produtos agrícolas recuperados, os policiais encontraram galões de defensivos fora da validade e abandonados em uma área de mata, provavelmente, produtos de ação criminosa. A dona da fazenda foi presa em flagrante por receptação e crime ambiental ao deixar de dar destinação correta a resíduos e embalagens de agrotóxico.
O delegado titular da GCCO, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, aponta que desde que a investigação teve início para desarticular o esquema criminoso, sete pessoas envolvidas com o grupo foram presas, sendo quatro durante a localização dos defensivos e os três alvos presos nesta quinta-feira.
“A GCCO intensificou ao longo dos últimos anos a repressão a esses crimes, com a desarticulação de diversas quadrilhas que atuam no roubo e furto de defensivos. A tecnologia e a inteligência, junto ao trabalho integrado, são fundamentais para que possamos avançar nessa repressão”, atestou o delegado.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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