MATO GROSSO
Especialização ofertada pela Escola de Saúde Pública de MT é apresentada em congresso nacional de hansenologia
MATO GROSSO
A especialização em hansenologia, ofertada pela Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT) aos médicos do Estado, foi apresentada como experiência inovadora no 16º Congresso Brasileiro de Hansenologia, realizado em Vitória, no Espírito Santo, entre 07 e 10 de dezembro deste ano.
O evento teve a participação da coordenadora de Ensino, Pesquisa e Extensão da ESP, Eliane Jerônimo; coordenadora do curso, Ariane Mansano; e nove alunos da especialização.
Para a diretora da Escola de Saúde, Silvia Tomaz, a apresentação foi gratificante para o Estado e os servidores da Saúde. Ela acredita que este fato torna Mato Grosso referência para que outros estados despertem para a necessidade da formação dos profissionais médicos na especialidade de hanseníase.
“Estamos desenhando um caminho muito importante na história do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso com a formação desses médicos. Além disso, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) está mobilizando a organização da linha de cuidado em hanseníase, mais um passo importante para a rede, tendo em vista o estado ser hiperendêmico na doença”, explicou a gestora.
A especialização é ministrada pela ESP-MT, em parceria com a Sociedade Brasileira de Hansenologia e a Coordenadoria de Doenças Crônicas da SES-MT. O curso começou em 27 de junho de 2022 e deve ser concluído em julho de 2024, com cerca de 20 médicos sendo capacitados. A carga horária é de 440 horas.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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