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PRF participa de ação para incineração de agrotóxicos ilegais apreendidos em Mato Grosso

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Em Cuiabá/MT, cerca de 65 toneladas de agrotóxicos proibidos no Brasil, apreendidos no estado de Mato Grosso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), pela Polícia Militar (PM) e demais órgãos fiscalizadores do estado, foram preparados para incineração.

A PRF participou da preparação logística e assessoramento operacional para descarga e inutilização do material. São produtos que já passaram por laudos e foram destinados para a destruição, após constatação de ilegalidade.

O estado de Mato Grosso é um grande produtor de grãos, responsável por abastecer não só o Brasil, mas todo o mundo. Com isso, tem-se o crescimento da importância de enfrentamento ao mercado de insumos ilegais no estado, principalmente no que se refere ao uso de agrotóxicos.

No ano de 2022 a PRF apreendeu aproximadamente 183 toneladas de agrotóxicos ilegais em Mato Grosso, causando um prejuízo de mais 101 milhões de reais para o crime organizado.

O processo de inutilização do produto é realizado em câmaras especiais, com temperaturas superiores a 800ºC, que controlam emissões atmosféricas e evitam contaminação do ar, dos solos e de mananciais. Em Mato Grosso, a inutilização é feita em parceria com a CropLife Brasil (CLB), empresa responsável por coordenar toda a logística da operação.

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Os agrotóxicos ilegais, sem registro no Mapa, constituem risco para a agropecuária, pela ausência de procedência e eficácia do produto para o controle e combate às pragas; risco à saúde, pela exposição à ingredientes ativos e componentes desconhecidos, tanto dos usuários, durante a aplicação do produto, como dos consumidores de alimentos; e risco ao meio ambiente, pela exposição da fauna e da flora às substâncias químicas desconhecidas, que podem causar mortes ou danos graves ao equilíbrio ambiental.

Fonte: PRF MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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