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Governo de MT já executou 90% das obras da primeira etapa da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres

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O Governo de Mato Grosso já executou 90% das obras da primeira etapa da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), instalada no município de Cáceres (a 219 km de Cuiabá). Com investimento estimado em R$ 16 milhões, a obra é realizada com recursos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e executada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra).

Segundo o secretário da Sedec, César Alberto Miranda Lima, as obras dessa primeira etapa da ZPE têm previsão de serem entregues no primeiro semestre de 2023.

“A Zona de Processamento impulsionará o desenvolvimento econômico na região de Cáceres, atraindo novos investidores. Vai gerar empregos e reativará economicamente toda aquela região, que tem uma demanda por emprego muito grande, ou seja, a ZPE vai permitir que essa região volte a ser protagonista dentro do desenvolvimento econômico do Estado”, destacou.  

A ZPE está sendo instalada em uma área de aproximadamente 240 hectares no Distrito Industrial do município. O projeto está dividido em cinco módulos, que são os locais onde as empresas efetivamente se instalarão, e a área administrativa. A obra total possui cerca de 4 mil m².

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Nessa primeira etapa está sendo concluída as obras de construção dos blocos das unidades administrativas.

O secretário César Miranda ressalta ainda que a ZPE era um sonho de 30 anos e que, finalmente, saiu do papel. “Essas obras estavam paradas e o atual Governo teve a coragem de retomá-las, e reformulou todo o projeto para atender as normas da Receita Federal e dos órgãos que vão atender lá dentro”, ressaltou.
 
Desde a retomada das obras já foram executados fundações, construção de paredes, coberturas, instalações hidro-sanitárias, instalações elétricas, acabamentos, drenagem externa e asfalto externo. Atualmente são realizados serviços de elétrica e finalização de acabamentos.

“O que nós queremos é justamente desenvolvimento e geração de emprego para a Região de Cáceres e a ZPE é fundamental para o Oeste mato-grossense. Não só a primeira etapa, como também a segunda etapa que já está em licitação. Além disso, é sempre importante concluir obras que estavam paralisadas”, destacou o secretário da Sinfra, Marcelo de Oliveira.

As ZPEs são áreas de livre comércio com o exterior, destinadas à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem exportados. A ZPE de Cáceres foi criada por meio de decreto presidencial em março de 1990, com a finalidade de reduzir desequilíbrios regionais, promover a difusão tecnológica e o desenvolvimento econômico, e aumentar a competitividade das exportações brasileiras.

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Fonte: GOV MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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