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Polícia Civil apreende 690 quilos de maconha e skunk armazenados em casa-cofre

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, apreendeu, na noite desta quarta-feira (16.11), mais de 690 quilos de entorpecentes, entre maconha e skunk (conhecido como supermaconha), em ação realizada na cidade de Dourados (MS).

A droga foi encontrada em uma residência tipo “casa-cofre”, utilizada pelos criminosos para armazenar a droga antes de serem distribuídas ao seu destino final. Cinco pessoas foram presas, entre elas uma mulher responsável pela droga e com mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas em Lucas do Rio Verde.

Nas investigações sobre o tráfico interestadual de drogas, os policiais da DRE tinham informações de que, devido à proximidade com Paraguai, Mato Grosso do Sul é uma rota para o transporte de cargas de maconha distribuídas em Mato Grosso, especialmente em Cuiabá, e em outros estados do país. 

As investigações apontaram que grande parte das cargas vinha da cidade de Dourados (MS). Os policiais da DRE entraram em contato com a Polícia Civil do município e, após troca de informações entre as unidades, iniciaram um intenso trabalho de monitoramento dos alvos, já identificados nas investigações da Delegacia de Entorpecentes de Mato Grosso. 

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Após três dias de monitoramento, as equipes policiais conseguiram abordar os suspeitos na residência utilizada para armazenar a droga. No local, os policiais encontraram diversos tabletes de maconha e skunk, que ainda seriam distribuídos para as “mulas” (pessoas que auxiliam o tráfico, transportando a droga). 

Cinco pessoas que estavam na casa foram detidas, entre elas a mulher alvo de investigação da DRE e um casal de Mato Grosso que atuava na logística e escoamento da droga. 

Segundo a delegada da DRE, Juliana Chiquito Palhares, os suspeitos compravam a droga por atacado, no Paraguai, e utilizavam a residência como casa-cofre para o entorpecente. “Por meio do trabalho de investigação e monitoramento, foi possível identificar a residência utilizada pelos suspeitos para estocar a droga, enquanto desenvolviam as estratégias de escoamento do entorpecente para o restante do país”, disse a delegada. 

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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