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Polícia Civil recupera R$ 19 mil subtraídos de vítimas de estelionato eletrônico em cidades distintas de MT

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Ações da Polícia Civil, realizadas por meio da Delegacia Especializada de Repressão à Crimes Informáticos (DRCI), nesta quinta-feira (10.11), resultaram na recuperação de aproximadamente R$ 19 mil subtraídos de vítimas de golpe em diferentes cidades do estado.

Uma das vítimas registrou a ocorrência em Cuiabá, relatando que havia caído em um golpe na compra de um caminhão pela internet. Na negociação, ele transferiu o valor da entrada e negociou o restante do valor do suposto veículo em 90 parcelas. 

O golpista disse para a vítima que estava mexendo com os documentos do caminhão e que o veículo chegaria em 10 dias. O suspeito não deu mais retorno à vítima, momento que ela decidiu comunicar à Polícia. Assim que a equipe da DRCI foi acionada dos fatos entrou em contato com o sistema antifraudes da agência bancária, conseguindo recuperar R$ 12.456,85 da vítima. 

Em outra situação de golpe, dessa vez registrado no município de Chapada dos Guimarães, o estelionatário entrou em contato com a vítima se passando pela agência bancária, falando que havia um débito indevido na conta e que ele deveria fazer uma transferência para estorno dos valores. 

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Quando a vítima descobriu que havia caído em um golpe, procurou a delegacia de Chapada dos Guimarães, que solicitou apoio à DRCI. Em contato com a agência bancária, foi possível a preservação do valor de R$ 4997,77 subtraídos da vítima. 

A terceira vítima, da cidade de Sinop, caiu no golpe conhecido como “falso perfil do whatsaap”. Para aplicar o golpe, o suspeito se passou por filha da vítima e alegou que não estava conseguindo pagar boletos, por ter trocado de celular. Após pagar alguns boletos, a vítima decidiu ligar para a filha e descobriu que havia caído em um golpe. 

A vítima entrou em contato com a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Sinop, que entrou em contato com os policiais da DRCI, sendo recuperados R$ 1,6 mil subtraídos em pagamentos de falsos boletos criados pelo estelionatário. 

Os valores das três vítimas serão restituídos após algumas providências junto às agências bancárias.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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