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Polícia Civil prende funcionário de frigorífico por furtar cálculos biliares bovinos em Rondonópolis

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Policiais civis da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), realizaram a prisão de um funcionário de uma empresa frigorífica por furtar cálculos biliares bovinos.

O suspeito de 38 anos foi autuado em flagrante pelo crime, depois de ser surpreendido subtraindo cerca de 27 gramas do material conhecido como “pedras de fel”, durante os procedimentos de limpeza e corte do gado.

O funcionário fazia abate bovinos na função de magarefe, e em busca pessoal foram localizadas as pedras biliares escondidas na cueca do trabalhador, que utilizava um absorvente íntimo para ajudar na absorção do líquido presente nas pedras e evitar que manchasse suas roupas.

Ainda no momento da abordagem, o suspeito tentou desfazer de algumas “pedras de fel” jogando no ralo da pia que estava próxima, bem como toda a ação foi registrada por câmeras de segurança do frigorífico.

Na residência do autuado a equipe encontrou uma balança de precisão usada para a pesagem do material, com resquícios dos cálculos biliares possivelmente subtraídos em outras ocasiões, além de dinheiro e itens usados para o processo de venda.

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Diante do flagrante o funcionário foi conduzido até a Derf de Rondonópolis, e no interrogatório assumiu que já havia sido preso em outro estado pelo mesmo motivo. Ele contou que as “pedras fel” são vendidas por aproximadamente R$ 250 a grama, principalmente para o mercado asiático.

Conforme apurado os cálculos biliares encontrados em bois durante o abate, são comercializados a um alto preço no mercado internacional. O produto é usado, por exemplo, na fabricação de medicamentos e para induzir a formação de pérolas em ostras.

Após a confecção dos autos, o preso foi apresentado e colocado à disposição da Justiça.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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