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Seleção Brasileira sub-17 vence o Chile em segundo amistoso no Maranhão

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Com gol marcado por Rayan, aos cinco minutos do primeiro tempo, a Seleção Masculina Sub-17 venceu o Chile na noite desta quinta-feira (3), no Estádio Castelão, em São Luís, no Maranhão. 

O Brasil veio com quatro mudanças em relação ao time que começou a partida na goleada na última terça-feira (1). O técnico brasileiro, Phelipe Leal, entrou com os laterais João Souza e J.P Chermont, o meia Luiz Gustavo e o atacante Ricardo. 

A Seleção entrou em campo disposta a imprimir o mesmo ritmo do primeiro jogo, mas parou por muitas vezes no goleiro chileno Soto, grande nome da noite. 

Aos 5 minutos, em contra-ataque muito veloz brasileiro, Rayan recebeu lançamento de Lucas Camilo, arrancou do meio de campo, driblou o defensor chileno e chutou forte no canto para abrir o placar. 

Pedrinho, Ricardo e Rayan deram muito trabalho para a defesa chilena. Nos primeiros quinze minutos foram, ao menos, cinco finalizações do Brasil.

Muito bem na defesa, a Seleção Sub-17 controlava ações. Aos 31 minutos, JP. Chermont recebeu bola longa pela direita e cruzou para Ricardo, que finalizou por cima do gol chileno. Na jogada, Ricardo se machucou e precisou ser substituído. Ruan entrou no comando de ataque. 

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O jogador do Cruzeiro teve a primeira chance nos minutos finais. Aplicou um lençol sobre o defensor, pisou na área e chutou forte. Bola passou à direita do gol de Soto. 

No intervalo, Phelipe Leal fez uma alteração no meio de campo. Riquelme entrou no lugar de Lucas Camilo. O Chile cresceu na partida e conseguiu acertar a marcação, gerando mais dificuldades para o setor criativo do Brasil.

Aos 10 minutos, Pedrinho fez bela jogada, invadiu a área e, na cavada, tentou tirar do goleiro. Bola sobrou para Ruan, que emendou para gol, de letra, mas a zaga chilena interceptou. Quase o segundo gol brasileiro. 

Mais duas mexidas no time do Brasil. Como no primeiro jogo, entraram Bernardo Valim e Alysson nos lugares de Matheus Ferreira e Rayan. Alysson chutou forte após contra-ataque em velocidade. Soto fez mais uma grande defesa aos 30 minutos. 

O goleiro brasileiro Phillipe Gabriel não ficou atrás e salvou o Brasil do empate na melhor chance do Chile no jogo, aos 38 minutos. Fim de jogo e mais uma vitória no Maranhão. No próximo domingo (6), às 17h, o Brasil dá início a sequência de dois amistosos contra o Paraguai, no Estádio Castelão. A CBF TV transmite o jogo ao vivo no Youtube. 

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BRASIL: Phillipe Gabriel, JP.Chermont, Da Mata, Dalla Corte, João Souza, Luiz Gustavo (Guilherme), Matheus Ferreira (Bernardo Valim), Lucas Camilo (Riquelme), Rayan (Alysson), Pedrinho (c) e Ricardo (Ruan). Técnico: Phelipe Leal. 

CHILE: Fernando Soto, Vicente Vergara, Cristian Morales, Iván Román, Benjamin Molina, Milovan Celis, Francisco Marchant, Benjamin Ampuero, Luca Massaccesi, Axel Cerda e Benjamin Castro. Técnico: Hernan Caputto. 

Fonte: Agência Esporte

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Ruas decoradas para Copa do Mundo reforçam vínculo comunitário no Rio

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Viver a Copa do Mundo como algo a mais que um torneio de futebol entre países é uma tradição antiga no Brasil. Entre os churrascos em família para assistir aos jogos e as apostas no trabalho sobre o próximo placar, outro costume vem retomando seu espaço no país: decorar as ruas para o mundial.

Com bandeirinhas em verde e amarelo, latas de tinta, desenhos de jogadores famosos e de outras celebridades nacionais, os brasileiros têm visto cada vez mais ruas decoradas para o torneio.

A Seleção Brasileira é a maior campeã da competição com cinco títulos, em 1958 (Suécia), 1962 (Chile), 1970 (México), 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), mas não vence uma Copa há 24 anos.

O jejum não impediu a empolgação dos brasileiros. No Rio de Janeiro, moradores de diversas partes da cidade utilizaram a arte para expressar seu apoio ao Brasil em 2026.

Morro do Pinto

No bairro do Santo Cristo, no centro da cidade, os moradores da Rua Capiberibe quiseram resgatar a lembrança afetiva de quem cresceu na comunidade do Morro do Pinto, com foco nas crianças que não viveram esses momentos. A vice-presidente do Centro Cultural Capiberibe 27, Isabel Boechat, coordenou as atividades.

“A rua foi entrando no clima aos poucos: moradores ajudando, crianças pintando, famílias acompanhando, gente chegando para ajudar, colaborar de alguma forma”, conta.

“Hoje a minha avaliação da ação é que não foi uma ação feita “para” a comunidade, foi feita com a comunidade. Em algum momento, deixou de ser só uma pintura e virou encontro, convivência, pertencimento”.

Isabel conta que a movimentação também atraiu moradores do Morro da Providência, do Santo Cristo e de outras partes da região portuária, que ajudaram no arranjo.

Todo material foi custeado com apoio dos moradores, amigos, parceiros e pessoas próximas ao Centro Cultural Capiberibe 27, que doou grande parte do material. Comerciantes da área cuidaram das provisões, e do material necessário, e as crianças ganharam almoço, picolé e lanches durante o processo.

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Para Isabel Boechat, mais do que técnica e perfeição, o principal era deixar que as crianças fossem as protagonistas da festa, reacender essa memória coletiva e reunir a comunidade em torno da Copa .

“Elas [as crianças] pintaram, imaginaram, colocaram cor na rua. E isso tem uma força muito grande, porque talvez no futuro elas lembrem: ‘eu pintei a minha rua para a Copa’. Era isso que a gente queria entregar para elas. E acho que conseguimos”, finalizou.

Morro do Turano

O trabalho realizado por eles também serviu de estímulo para outras partes da cidade. O universitário Silvio Rosa, de 21 anos, conta que a escadaria do Morro do Pinto foi uma das inspirações para a decoração que ele ajudou a criar na comunidade em que mora no Rio Comprido, na zona norte.

Morador do Morro do Turano, ele mesmo nunca havia tido a experiência de pintar a rua para a Copa do Mundo, mas teve a ideia de organizar um dia de grafite pensando nas crianças da comunidade.

Poucas semanas depois, soube de um concurso organizado pelo projeto Favela Radical, o “Meu Beco na Copa”, e decidiu unir o “útil ao agradável” ao inscrever a Alameda Manoel Costa.

“A gente não teve muito apoio das pessoas da Alameda e da comunidade. Na verdade, teve muita desconfiança, pessoas falando que a gente não ia conseguir”, disse Silvio, que chegou a pedir doação de materiais aos vizinhos mas não obteve retorno.

“Foram mais as crianças mesmo, elas, sim, aderiram a todo momento, sempre perguntando pra gente quando ia ser a pintura e tudo mais, sempre ansiosas. E ajudaram muito, de verdade mesmo”.

A iniciativa foi liderada por ele, a namorada, Taíssa Brito, e a artista Anunki, com participação de crianças do Morro do Turano. Durante o último fim de semana de trabalho do grupo, quando terminaram o projeto, diversas partes da comunidade já estavam decoradas.

“Eu vejo como muito positivo, principalmente nesse momento que a gente está vivendo no país, que é um ano eleitoral. E resgatar tudo isso, poder fazer parte disso, resgatar esses símbolos pra nós, pro povo brasileiro, de fato é muito interessante. E viver isso junto com as crianças é mais interessante ainda”, completou.

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Rio nas Cores do Hexa

Este ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um edital para premiar ruas ornamentadas para a Copa do Mundo. O concurso “Acreditar é uma Arte – O Rio nas Cores do Hexa” vai gratificar o primeiro lugar com R$ 50 mil, o segundo com R$ 30 mil e o terceiro em R$ 20 mil.

No bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio, a tradicional Rua Pereira Nunes já está pronta para participar. Acontece que decorar as ruas para a Copa do Mundo é um costume da Galera da Pereira Nunes há mais de 40 anos . Tudo começou na Copa de 1978, e segue sem interrupções até hoje.

Um dos principais responsáveis por organizar toda a programação, Celso Mendes, de 48 anos, conta que o planejamento leva tempo e é coisa séria para os moradores. Desde 1994, ele lidera a Galera da Pereira Nunes.

“Nós planejamos a próxima Copa do Mundo assim que acaba, aí, são quatro anos de planejamento. E a relevância para o nosso bairro é enorme, eles esperam a gente planejar essa ornamentação, ficam nos cobrando. Então, é algo muito importante, não só para o nosso bairro, mas para o país, né?”, disse.

A rua já foi matéria em jornais internacionais, mas, segundo Celso Mendes, a festa não fica só na tradicional ornamentação. Eventos com transmissão dos jogos e música ao vivo também estão sendo organizados. A Rua Pereira Nunes já ganhou quatro concursos e pode chegar ao pentacampeonato, assim como a Seleção Brasileira.

O edital está disponível no site da Secretaria Municipal de Cultura e as inscrições para o concurso foram prorrogadas até o dia 20 de junho.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.



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