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Polícia Civil identifica cinco criminosos envolvidos em execução em Arenápolis

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Arenápolis, representou pela prisão preventiva de cinco suspeitos identificados como autores dos crimes de homicídio doloso consumado e tentado, ocorrido contra duas adolescentes e um adulto, nesta terça-feira (01.11), no município. 

Conforme a investigação da Delegacia de Arenápolis, uma facção criminosa determinou a execução das vítimas, de 14, 16 e 33 anos, em um ‘tribunal do crime’, por suspeitas infundadas de que elas seriam integrantes de um grupo criminoso rival. Uma vítima foi assassinada, a adolescente Ana Lídia Lima dos Santos, de 14 anos, e as outras duas conseguiram escapar com vida.

A Polícia Civil agiu rapidamente para esclarecer o crime, assegurar a integridade física das vítimas, colher as provas e identificar todos os criminosos.

A perícia oficial foi acionada e realizou as coletas de evidências, além do encaminhamento do corpo da vítima para análise dos legistas.

“As equipes das delegacias de Arenápolis e Nortelândia, com apoio da Regional de Nova Mutum, agiu com muita energia para elucidar o crime, realizando várias diligências investigativas, o que resultou na identificação de todos os criminosos”, esclareceu o delegado Hugo Abdon. 

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Com base nas informações reunidas durante as diligências, o delegado representou à Justiça pela prisão preventiva dos cinco suspeitos, que estão foragidos. “O trabalho investigativo continua, principalmente, no sentido de identificar o paradeiro dos criminosos e prendê-los”, acrescentou Hugo Abdon. 
 

Os suspeitos serão indiciados por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

Crime

Conforme a apuração, as vítimas estavam em casa, quando três homens armados invadiram a residência e as renderam. As vítimas foram amarradas e colocadas dentro de um veículo, sendo levadas para a estrada do São Francisco, próximo ao lixão do município de Nortelândia.

Durante o percurso, os suspeitos ameaçaram a jovem de 16 anos por ter publicado uma foto em rede social, supostamente, fazendo sinais referentes a uma facção criminosa. Eles pararam o veículo e levaram as duas jovens para um pasto e efetuaram vários disparos.

O homem de 32 anos permaneceu amarrado na estrada, até que conseguiu afrouxar a corda e fugir. A adolescente de 14 anos não resistiu aos ferimentos e foi a óbito.

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Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Imagens Policia Civil

Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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