MATO GROSSO
Por unanimidade, Plenário do TCE-MT reconduz Alisson Alencar ao cargo de procurador-geral de contas
MATO GROSSO
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Por unanimidade, o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar, foi reconduzido ao cargo após votação realizada pelo Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) na sessão ordinária desta terça-feira (25). Ao assumir a liderança do MPC para o biênio 2023/2024, o procurador-geral reforçou, frente aos conselheiros, seu compromisso com a população do estado.
Na ocasião, sua atuação foi reconhecida pelo presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli. “Parabenizo e rogo que continue fazendo, como lhe é trivial, um excelente trabalho frente à procuradoria-geral do Ministério Público de Contas desta instituição. Que continue sendo eficaz, eficiente e efetivo no exercício de suas funções”, pontuou.
Em seu discurso, o procurador-geral agradeceu pelos sete votos recebidos. “São votos que muito me orgulham, primeiro porque representarei, por mais dois anos, esta instituição que integra o Tribunal de Contas de Mato Grosso, e também porque estarei representando três brilhantes membros MPC, que tem total conhecimento e expertise para estar aqui”, afirmou.
Alencar salientou ainda o papel da Corte de Contas no aprimoramento da gestão pública. “Faço um compromisso com este Tribunal e com a sociedade, com energia renovada para fortalecer um trabalho que resultará na entrega de qualidade de vida a mais de três milhões de pessoas. Trabalhei arduamente e espero, ao final de dois anos, apresentar resultados ainda melhores a Mato Grosso”, disse.
O vice-presidente do TCE-MT, conselheiro Valter Albano, chamou a atenção para a qualidade técnica do quadro de procuradores. “Nunca tinha visto, até então, um quadro de jovens agentes públicos que reunia, ao mesmo tempo, tanta capacidade técnico-jurídica quanto maturidade. A liderança que mantém a harmonia no MPC, sempre preservando o Tribunal, reforça nossa posição na trilha da modernidade.”
O corregedor-geral, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, por sua vez, destacou que, sob a condução de Alisson, o MPC se consolidou como referência nacional. “Exalto a forma como o senhor vem atuando, com maestria, ética e sempre atento aos anseios do Ministério e, sobretudo, em parceria com o Tribunal, porque somos uma instituição só. É mais do que merecida a recondução.”
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Na mesma linha se pronunciou o ouvidor-geral do TCE-MT, conselheiro Antonio Joaquim. “Não posso deixar de reconhecer a postura do MPC ao longo do processo que passamos, extremamente madura e respeitosa, sem julgamentos afobados ou atropelamentos. Os quatro garotos a quem dei posse em janeiro de 2008, são quatro seres humanos excepcionais, profissionais fantásticos. Que continuem assim, prestando este serviço à população.”
Este também foi o pressuposto para as congratulações do conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto, que salientou as qualidades profissionais do procurador-geral reconduzido. “É uma pessoa de extrema capacidade, inteligência e com capacidade de harmonizar. Parabéns e sucesso na sua gestão”, resumiu.
Já o conselheiro Waldir Teis falou sobre o nível técnico dos processos em apreciação. “O MPC muito somou com a qualidade da apreciação, com a qualidade das teses e a questão jurídica dentro do Tribunal, acrescentando muito aos nossos julgamentos. São quatro jovens com maturidade além da curva. O grupo inteiro é coeso e todos tem uma capacidade tremenda. Parabéns!”
A capacidade de harmonização demonstrada por Alisson Alencar foi ressaltada pelo conselheiro Sérgio Ricardo. “Pessoas que sabem construir, unificar e harmonizar, agregam outras pessoas junto a sua linha de pensamento. O senhor já conseguiu isso aqui no Tribunal. Isso é sinal de harmonia, que é aquilo que o TCE-MT demonstra e tem hoje entre seus membros, tendo a certeza de que o amanhã será melhor que hoje.”
“São palavras que me emocionam. Não tenho dúvida que vieram do fundo do coração de vossas excelências e, igualmente, atingiram meu coração. Em nome do MP de Contas agradeço o voto, o depósito de confiança”, concluiu Alisson Carvalo de Alencar.
Trajetória
Alisson Alencar foi procurador-geral de Contas no biênio 2011/2012, procurador-geral substituto na gestão de 2017/2018 e retornou ao comando do MPC nos biênios de 2019/2020 e 2021/2022. Natural de Teresina, Piauí, foi aprovado no concurso de provas e títulos para o MPC em 2009.
Além de bacharel em Direito, tem duas pós-graduações pela UFPI, mestrado em Administração Pública pela FGV/RJ e doutorado em Direito Constitucional pela Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo FADISP e Universidade de Salamanca/Espanha (dupla titulação). Atuou como Advogado da União e docente em cursos de graduação e pós-graduação em Direito.
O MPC
Em Mato Grosso, o Ministério Público de Contas foi implantado em janeiro de 2009. É composto por quatro Procuradores de Contas aprovados em concurso público de provas e títulos, sob a chefia do procurador-geral de Contas. Trata-se de um Ministério Público Especial que atua junto ao Tribunal de Contas do Estado. Um órgão permanente incumbido da defesa, fiscalização e controle externo contábil, financeiro, orçamentário, operacional e patrimonial, essencial às funções da administração pública do estado e municípios de Mato Grosso.
O MPC-MT atua em todos os processos que tramitam perante o Tribunal de Contas, na fiscalização financeira, orçamentária e patrimonial da administração pública do estado de Mato Grosso e de seus 141 municípios.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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