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Jovens vítimas de cárcere privado e tortura por grupo criminoso são resgatados pela Polícia Civil

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Três vítimas de tortura, sequestro e cárcere privado foram resgatadas pela Polícia Civil, em Campo Verde, nesta terça-feira (11.10), e um grupo suspeito de executar os crimes foi preso em flagrante.

A equipe da Delegacia de Campo Verde estava efetuando o cumprimento de um mandado de busca e apreensão quando recebeu a denúncia de que uma pessoa estava pedindo socorro, em um posto de combustíveis da cidade, possivelmente vítima de tortura. No endereço informado, os policiais civis encontraram a vítima amarrada e ferida, que foi socorrida a um hospital.

A vítima, de 21 anos, informou o endereço do cativeiro onde ficou durante a sessão de tortura. Próximo ao local, os policiais encontraram outros dois jovens, de 22 e 24 anos, que também foram sequestrados pelo grupo criminoso.

Na casa foram encontradas cordas semelhantes às encontradas com a vítima resgatada no posto de combustíveis.

Após várias diligências, a equipe policial conseguiu localizar os suspeitos – duas mulheres e quatro homens. Todos foram conduzidos à Delegacia de Campo Verde e autuados em flagrante pelos crimes de tortura, sequestro e cárcere privado e roubo.

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De acordo com o delegado Philipe Pinho, o crime foi motivado porque, supostamente, uma foto tirada por uma das vítimas fazia alusão a uma facção rival. “Os membros da suposta facção daqui então sequestraram esses três rapazes e torturaram um deles, bem como roubaram seus aparelhos celulares”, explicou o delegado de Campo Verde.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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