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Polícias Civis de MT e SP cumprem 19 ordens judiciais contra associação criminosa voltada para crimes de estelionato

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Entorpecentes (DRE),  em apoio a Polícia Civil de São Paulo cumpre na manhã desta quinta-feira (06.10), 19 ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão, na Operação Ikuia, deflagrada com base em investigações de crimes de estelionato com vítimas na cidade de Bauru (SP).

Na operação são cumpridos, oito mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão domiciliar, tendo como alvo uma associação criminosa voltada para crimes de estelionato na modalidade digital, atuando especialmente no golpe do falso intermediador de vendas. 

As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Barão de Melgaço. 

As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Bauru (SP) identificaram oito integrantes de uma associação criminosa envolvidas em pelo menos 21 casos ocorridos no município e região. 

Segundo o delegado responsável da Deic, Cledson Luiz do Nascimento, entre os alvos estão desde os mentores dos golpes, como pessoas que emprestavam as contas bancárias para recebimentos dos valores subtraídos na ação criminosa. Em Mato Grosso, os trabalhos são coordenados pela delegada da DRE, Juliana Chiquito Palhares. 

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Nome da operação:

Ikuia é uma arma indígena tipo flecha-arpão, flecha para pescar, feita de uma espécie de cana brava e também está relacionado a uma localidade em que os índios bororos costumavam caçar e pescar, no córrego da Prainha (que corta a área central de Cuiabá).

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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