POLÍCIA
Polícia Civil apreende 74 quilos de pescado irregular em pesqueiro na região de Barão de Melgaço
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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), deflagrou nesta sexta-feira (30.09) a Operação Espinhel Negro, na região de Barão de Melgaço, com objetivo de apurar situações de pesca predatória na região da baixada cuiabana.
A operação, que ocorreu de forma terrestre e fluvial em um pesqueiro da região, resultou na apreensão de mais de 74 quilos de pescado irregular, cinco armas de fogo, aproximadamente 1.000 munições, além de outros apetrechos. Dois homens foram presos em flagrante por crime ambiental de pesca predatória e posse ilegal de arma de fogo.
Na ação, os policiais da Dema deram cumprimento a um mandado de busca e apreensão em um rancho na Colônia Santa Izabel, às margens do Rio São Lourenço. O alvo investigado foi localizado em uma canoa do outro lado da margem, sendo flagrado no momento em que retirava o espinhel de dentro do rio.
Em buscas nos barracões do pesqueiro, os policiais encontraram diversas munições e uma carabina de propriedade do investigado. Dentro de um freezer, foram encontradas diversas espécies de pescado congelado, inclusive um peixe da espécie dourado. Na parte externa do barracão, foi apreendida uma caixa de isopor com pescado fora de medida, em um total de 137 peixes e 74,10 quilos.
No veículo de um dos hóspedes, foram apreendidas armas de fogo, as quais ele alegou ser CAC e ter autorização de transportar, porém estava portando de forma irregular, uma vez que estava em lugar diverso do que poderia estar, sendo as armas entregues aos policiais.
Durante as buscas foram apreendidas cinco armas de fogo (uma pistola, uma carabina, duas espingardas e um revólver) e aproximadamente 1.000 munições sendo 556 calibre 22, 108 calibre 20, 111 calibre 38, 34 calibre 38 deflagradas, 94 munições 9 mm, quatro munições de festim, além de outros apetrechos como case para pistola e para revólver, sacola para munições, protetor de espingarda, luneta de mira laser, e carregadores de espingarda cinco armas de fogo.
Diante dos fatos, os suspeitos foram conduzidos à Dema, onde após serem interrogados, foram lavrados os respectivos flagrantes.
O nome da operação Espinhel Negro refere-se ao instrumento proibido para a pesca ainda muito utilizado na baixada Cuiabana. O apetrecho de pesca consiste numa corda e/ou arame comprido ao longo da qual são fixadas, de distância em distância, linhas munidas de anzóis.
“Além de proibido, é perigoso, pois, os pescadores em regra o colocam de uma margem a outra no rio, o que ainda pode causar acidentes fluviais, além do dano ambiental à fauna”, explicou o delegado responsável pela operação, Alexandre Vicente.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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