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Escola Militar é a 114ª unidade visitada por projeto do Judiciário

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Em novo endereço desde julho, a Escola Estadual da Polícia Militar Tiradentes recebeu o projeto “Nosso Judiciário” nessa quinta-feira (29 de setembro). A escola agora está sediada no bairro Carumbé, em Cuiabá. No auditório, os 450 alunos do Ensino Médio foram divididos em duas turmas para receber orientações do coordenador do programa, o servidor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso Neif Feguri.
 
Os estudantes também receberam a cartilha “Como funcionam os juizados especiais”, distribuídas pelo integrante do programa, o técnico judiciário Antônio Cegati. Esta foi a 114ª unidade escolar visitada pelo programa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em nove anos de funcionamento, impactando cerca de 28 mil estudantes.
 
O diretor da Escola Militar Tiradentes, Coronel Zacarias Vitalino, avalia que a aproximação do Judiciário à comunidade escolar é fundamental, principalmente por atender a um público que está no processo de aprendizagem e que daqui a pouco deixarão a sala de aula.
“Este é um ensinamento que vão levar para toda vida. Muitas coisas foram ditas que eles não sabiam ainda, como o funcionamento do Juizado Especial, essa justiça mais rápida”, comenta. “Temos alunos que já são empreendedores, já tem os seus negócios, ou trabalha em outras atividades e essas informações podem ajudar .“
 
A exposição de Neif Feguri abordou temas como drogas, embriaguez ao volante, direitos do consumidor, Defensoria Pública e como funcionam os juizados especiais. “Estivemos na outra sede da escola Militar há oito anos, recebemos o convite do Comando Geral da PM e com muita honra voltamos para falar com essa unidade, dessa vez destacamos os crimes cibernéticos, que são a bola da vez dos jovens”, afirma. “Agora, é importante falar de direitos, deveres, e de que a justiça está presente para ajudar o cidadão quando precisar, deixando bem claro que a justiça é gratuita, que quem não tem condições de procurar um advogado deve buscar o defensor público, só não procura a justiça hoje quem não quer.”
 
O aluno Gabriel Roberto Matos, 18 anos, 3º Ano, aprovou a iniciativa do Judiciário. “Ás vezes alguns alunos aqui não sabem dos direitos que temos e com a vinda de vocês a gente descobriu tanto direitos garantidos quantos deveres. Gostei quando a palestra falou sobre o bullying, quando ele citou leis, ainda mais porque penso em fazer Direito e depois concurso para a Polícia Federal”, contou.
 
Para Ana Carolina Araújo, de 18 anos, também do 3º ano, o projeto vem para informar os estudantes e melhorar o convívio tanto dentro quanto fora da escola. “Achei super interessante, porque meu sonho é cursar Direito pesquiso bastante busco sempre me manter informada. Prestei bastante atenção em tudo, porque já teve situações na escola que não podia ter ocorrido e a palestra deixou claro sobre nossos direitos e também deveres. Sando onde buscar ajuda fica mais fácil”, completa.
 
Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens: Foto 1 – Colorida e horizontal. Ao lado do palestrante, diretor da Escola dá boas-vindas ao projeto em uma auditório lotado pelos estudantes, que estão uniformizados e sentados . Foto 2 – Colorida e horizontal aluna lendo a cartilha. Foto 3 – Colorida e horizontal aluna Ana Carolina concede entrevista.
 
Alcione dos Anjos/ Fotos Reprodução TV.Jus
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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