MATO GROSSO
Silva Freire é homenageado durante Manhã Poética realizada pelo TCE-MT
MATO GROSSO
| Foto: Danilo Lobato/TCE-MT |
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Artistas, agentes culturais, servidores e colaboradores do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) se reuniram nesta quarta-feira (28) para homenagear um dos mais importantes escritores do estado: Benedicto Sant’Anna da Silva Freire. A vasta obra foi reverenciada no evento “Manhã Poética”, realizado na Escola Superior de Contas, que leva seu nome.
Na ocasião, o supervisor da Escola, conselheiro Waldir Teis, destacou que o encontro faz alusão ao Dia do Poeta Mato-grossense, celebrado em 20 de setembro. Esta também é a data do aniversário de Silva Freire, que estaria completando 94 anos. “Ele tem uma importância histórica. Se vê com frequência falar de Silva Freire, então é uma pessoa ilustre do nosso estado e tivemos a iniciativa de dar à Escola o nome dele.”
| Foto: Danilo Lobato/TCE-MT |
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A programação contou com descerramento de placa em homenagem ao escritor, chá com bolo cuiabano, apresentação do Coral do TCE-MT, relançamento do livro Ossatura da Cuiabania: cultura e busca de identidade, de autoria de Freire. Vale destacar que as placas contam parte da biografia e trazem trechos de poesia do autor. Agora elas serão fixadas em locais de destaque na Escola Superior de Contas.
Houve ainda apresentação do documentário Charivari, além de declamação de poemas do autor. “Precisamos estar sempre cultivando e reverenciando essa história, que nos dá identidade. Então, o Freire merece todas essas homenagens. Sou muito feliz por ter convivido com ele”, disse o conselheiro Antonio Joaquim, que também participou do evento.
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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Para a filha do homenageado, Daniela Silva Freire, este é o reconhecimento do legado sociocultural deixado por ele. “É um marco simbólico que referencia a história e os projetos que ele empreendeu em nome da sociedade cuiabana, em defesa da cultura local, mas dialogando com a cultura global, sem perder a clara noção de onde se vem e para onde se quer ir”.
Além da Resolução Normativa nº 03/2016, que renomeou a Escola, a realização do evento foi mais uma forma pela qual a instituição reconheceu os relevantes serviços prestados pelo advogado, professor e poeta à sociedade mato-grossense.
“Para nós é uma grande honra. Temos o sentimento de corresponsabilidade com a escola nos processos educativos, artísticos e culturais”, concluiu a filha e diretora da Casa de Cultura Silva Freire, Larissa Silva Freire, que também comentou a iniciativa do TCE-MT.
Freire nasceu em Mimoso, distrito do município de Santo Antônio do Leverger, em 20 de setembro de 1928, e faleceu em Cuiabá, em 11 de agosto de 1991.O poeta dedicou mais de 15 anos de sua vida ao magistério, exercendo a cátedra de Professor Fundador Titular da Faculdade de Direito, junto à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
O evento contou com a presença do conselheiro aposentado Ubiratã Spinelli.
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Fonte: TCE MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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