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Nosso Judiciário: juizados especiais são apresentados a alunos de Várzea Grande

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O programa Nosso Judiciário, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), chegou a 112ª unidade escolar nesta terça-feira (13). A visita ocorreu na Escola Estadual Professora Marlene Marques de Barros, no bairro Jardim Imperial, Várzea Grande. Cerca de 200 alunos, do 9º Ano do Ensino Fundamental e dos três anos do Ensino Médio participaram da atividade.
 
Os alunos se reuniram na área central da escola receberam a cartilha “Como funcionam os juizados especiais”, publicação entregue pelo técnico judiciário Antônio Cegati, integrante do programa. Eles ainda ouviram a palestra proferida pelo técnico judiciário Neif Feguri sobre Justiça Restaurativa, práticas de conciliação, temas como crimes cibernéticos, bulling, Direitos do Consumidor, estrutura do Judiciário, juizados especiais e justiça gratuita.
 
A estudante do terceirão, Jachelyne Oliveria, de 18 anos, se prepara para ingressar em uma universidade. Pretende cursar faculdade de Estética, mas se encanta pelo Direito. “Gosto muito de saber sobre as leis para poder me defender mesmo. Quanto mais conhecimento melhor”, avalia. A aluna aprovou a visita do Judiciário. “A gente se sente abraçada de alguma forma, mais acolhido.”
 
O aluno do 1º Ano, Afonso Souza Neto, 16 anos, foi outro que gostou de saber mais sobre seus direitos e deveres. Conta que o tema que mais chamou a sua atenção foi sobre o cyberbullying (bullying praticado em ambientes virtuais). “O tema é muito presente aqui e acho que em todas as escolas. Conhecer sobre nossos direitos e deveres nos ajuda porque todos nós ficamos consciente sobre o assunto, provavelmente episódios desse tipo de pratica não vai mais acontecer e se acontecer a gente já foi avisado”, cita.
 
De acordo com a diretora da escola, Luciana Ferreira Cruz Costa, a publicação será usada como material de apoio pelos professores em sala de aula. “Por a gente ter um índice alto de violência na comunidade, como um trabalho de prevenção, a coordenação pedagógica sugeriu que tivéssemos palestras frequentes, o Nosso Judiciário veio a calhar com essa proposta”, analisou. “O programa torna a justiça mais próxima e acessível para a população, esclarece a legislação, serviços judiciais para os jovens e de todos da comunidade escolar, o que também tem um caráter pedagógico”, completa.
 
Segundo Feguri o objetivo do programa levar informações sobre direitos e deveres a comunidade escolar e aproximar mais ainda o Judiciário da sociedade. “O Brasil precisa de mudança e quem fará isso são os jovens, com a vinda do TJMT até a escola mostramos que acreditamos no futuro dessa juventude”, analisa.
 
Com esta visita, o Nosso Judiciário soma 27 mil estudantes atendidos em nove anos de programa, graças a uma parceria do Judiciário com a Secretaria de Educação do Estado (Seduc), que indica quais unidades deve receber a palestra. Entretanto, representantes de estabelecimentos de ensino, público ou privado, podem solicitar uma visita. Para isso é preciso entrar em contato pelos números (65) 3617-3032/3516.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagens: Foto 1 – Colorida horizontal. Mostra os alunos uniformizados sentados em cadeiras enfileirados. Eles folheiam a cartilha. O palestrante aparece na frente da turma, com microfone em uma mão e na outra a cartilha. Foto 2 – A diretora da escola está em pé, na frente dos alunos, que estão sentados. Ela segura um microfone para falar com os alunos.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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