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Um grupo de servidores e servidoras da Central de Processamento Eletrônico (CPE) do Fórum da Capital conheceu o Espaço Memória do Judiciário mato-grossense, no Tribunal de Justiça. Com orientação do servidor Neif Feguri, responsável pelo Nosso Judiciário, programa que recebe estudantes de Direito no Palácio da Justiça, os visitantes tiveram a oportunidade de fazer uma viagem ao tempo da história e conhecer um acervo diversificado, composto de documentação manuscrita, impressa, fotográfica, iconográfica e artística, além de objetos e livros do Judiciário estadual.
 
A ideia da visita surgiu do interesse dos próprios servidores e servidoras que assumiram os cargos durante o período pandêmico provocado pela Covid-19, em decorrência do novo coronavirus. De acordo com Cátia Valéria Maciel de Arruda, uma das gestoras da CPE, com o retorno às atividades presenciais, esses servidores ficaram sabendo da existência desse ambiente no Tribunal de Justiça e fizeram o pedido para verificar esses documentos jurídicos, fotos e outros acervos, como mobiliário do Tribunal de Júri, que marcam o tempo da Justiça de Mato Grosso.
 
O Espaço Memória também tem o registro das cinco sedes do Tribunal de Justiça. A visita foi acompanhada pelo magistrado Emerson Luís Pereira Cajango, juiz-auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça e coordenador da CPE, que falou sobre a trajetória dele até chegar a magistratura. Doutor Emerson Cajango, como juiz titular do Juizado Especial do Cristo Rei, da Comarca de Várzea Grande, ainda ilustrou a fala dele com relatos sobre a memória do Judiciário.
 
Samir Padilha, analista judiciário da CPE, classificou como importante a visita uma vez que tiveram contato com objetos que pontuam a história da Justiça, desde o início, antes da era tecnológica, até os dias de hoje. O analista disse que o conjunto do acervo identifica através das peças o desenvolvimento do Judiciário que a cada dia melhora a prestação jurisdicional com celeridade e eficiência.
 
O encerramento da visita foi concluído com a entrega do Glossário Jurídico para o grupo de servidores e servidoras.
  
#Para cego ver. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem. Fotos 1 – imagem em formato horizontal colorida mostra os visitantes divididos em dois grupos tendo no centro o magistrado, de terno preto. Foto 2 – imagem no formato vertical colorida mostra a gestora da CPE recebendo do magistrado o Glossário Jurídico, publicação impressa com a capa azul.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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