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Poder Judiciário articula criação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica em Chapada

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A Comarca de Chapada dos Guimarães (62 km ao norte de Cuiabá) deu os primeiros passos para a criação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Representantes do Poder Judiciário, equipe psicossocial do Centro de Referência da
Assistência Social (CRAS), Polícia Civil, Defensoria Pública, psicóloga do Fórum e o presidente da Câmara dos Vereadores de Chapada, Benedito Edmilson participaram na quinta-feira (8 de setembro), de reunião para articulação da rede de enfrentamento que garantirá eficiência e efetividade no acolhimento das mulheres.
 
Segundo a assessora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT), Ana Emília Brasil Sotero, a criação da Rede de Enfrentamento é essencial para criar um ambiente de acolhimento integrado, que previne e também dá suporte às mulheres e familiares em situação de vulnerabilidade vítimas de agressão.
 
“Este foi o primeiro encontro com os entes para a criação da Rede de Enfrentamento da Comarca de Chapada dos Guimarães, que também abrangerá outros dois municípios: Nova Brasilândia e Planalto da Serra. Foi uma oportunidade de tirar dúvidas, levar informação sobre violência doméstica e Direitos das mulheres, que é sempre uma preocupação e recomendação da coordenadora da Cemulher-MT e vice-presidente do Tribunal de Justiça Estadual, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro. A rede cumpre um importante papel com uma atuação articulada, que visa o desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção e de políticas que garantam o empoderamento e construção da autonomia das mulheres”, pontuou.
 
“Como esta reunião contou apenas com representantes de Chapada no dia 16 de novembro iremos à Nova Brasilândia e a Planalto da Serra para realizar esse mesmo encontro com o intuito de criar a rede. Percebemos neste contato inicial com a Ana Emília a necessidade de um alinhamento entre os órgãos e uma melhor comunicação para uma atuação mais eficaz. E acho que um ponto que iremos trabalhar também é na especialização da rede de proteção, independente de qual ação fizermos, não vamos medir esforços para fazer um trabalho conjunto, onde o objetivo é o acolhimento, atendimento humanizado e o enfrentamento da violência doméstica”, destacou o juiz da 1ª Vara de Chapada dos Guimarães, Leonisio Salles de Abreu Junior.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: Horizontal e colorida. Membros da Rede de Enfrentamento estão todos perfilados em pé. Junto deles está um pôster da Cemulher.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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