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Time reserva do Athletico vence o Fluminense e encosta no G4 do Brasileirão

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Jogando na Arena da Baixada na noite deste sábado (03.09), com o time reserva o Athletico Paranaense venceu a equipe titular do Fluminense.

A equipe comandada pelo técnico Felipão teve um desempenho seguro defensivamente e foi eficiente no ataque, fazendo por merecer a vitória por 1 a 0, com o atacante Pablo marcando, de cabeça, o gol solitário que definiu o confronto, aos 25 minutos do primeiro tempo.

Com a vitória no confronto direto entre equipes que brigam por vaga na próxima Copa Libertadores, o Furacão chega aos 42 pontos após 25 rodadas e iguala a pontuação do próprio Fluminense. Enquanto os paranaenses estão na quinta posição (superando, por ora, o Internacional na tabela), os cariocas aparecem em terceiro, por conta do saldo de gols. O Corinthians, quarto lugar e também com 42 pontos, joga neste domingo contra o Colorado, na Neo Química Arena.

O Athletico agora completa três jogos seguidos sem sofrer gols. O último gol sofrido foi no empate em 1 a 1 com o América-MG, na Arena da Baixada, em 21 de agosto.

Nesta terça-feira (6), o Athletico enfrenta o Palmeiras, no segundo jogo das semifinais da Copa Libertadores. Na partida de ida, o Furacão venceu por 1 a 0. Com isso, joga por um empate para ir à decisão, contra Flamengo ou Velez Sarsfield (Argentina).

O Fluminense, por sua vez, tem a Copa do Brasil pela frente. O time está na semifinal, diante do Corinthians. A partida de ida, no Rio de Janeiro, terminou 2 a 2. O jogo de volta, em São Paulo, será no dia 15. Antes, contudo, o time recebe o Fortaleza pelo Brasileirão, no sábado (10), às 19 horas.

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PRIMEIRO TEMPO

O Fluminense até teve mais posse de bola na etapa inicial (74%), mas quem controlou as ações foi o Athletico. Mesmo com um time repleto de jogadores reservas, o Furacão apresentou uma organização defensiva quase impecável, não deixando o adversário criar jogadas, e ainda teve qualidade na hora de chegar ao ataque, construir e finalizar.

A primeira grande chance de gol surgiu aos 13 minutos, quando Pedrinho mandou um cruzamento certeiro para Rômulo aparecer livre na área, de frente para o gol, mas cabecear mal, para fora. Aos 25, no entanto, mais um cruzamento da esquerda (dessa vez de Cuello) e foi a vez de Pablo usar a cabeça. O goleiro Fábio até tentou, mas nada pôde fazer para evitar o tento: 1 a 0 para os paranaenses.

Com o placar aberto, o Athletico recuou as linhas e passou a marcar mais em seu próprio campo. Pela primeira vez, então, o Fluminense conseguiu ter um volume de jogo maior no campo adversário, mas pouco produziu para buscar um empate.

SEGUNDO TEMPO

O Fluminense se manteve com muita posse de bola na etapa final, mas o Athletico foi quem teve a primeira chance mais clara de gol, em chute de Vitor Bueno da entrada da área, aos 13 minutos.

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A partir dos 25 minutos o Flu ampliou a pressão e empurrou o Athletico para trás. No entanto, o time carioca só teve uma chance – aos 28, após com cruzamento da direita. Nos demais lances, o sistema defensivo do Furacão levou a melhor e anulou as principais jogadas adversárias. Por outro lado, o time paranaense teve espaço para contra-atacar e não aproveitou, levando perigo em raros momentos.

FICHA TÉCNICA

ATHLETICO 1 x 0 FLUMINENSE

Competição: Campeonato Brasileiro (25ª rodada)

Data e hora: 3 de setembro de 2022 (sábado), 19h (horário de Brasília)

Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (Fifa/SP)

Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa/SP) e Márcia Bezerra Lopes Caetano (RO)

VAR: Daiane Caroline Muniz dos Santos (Fifa/SP)

Cartões amarelos: Bryan García e Anderson (CAP)

Gol: Pablo (CAP), aos 25 minutos do primeiro tempo

ATHLETICO: Anderson; Orejuela, Pedro Henrique, Matheus Felipe e Pedrinho; Hugo Moura, Vitor Bueno (Terans) e Léo Cittadini (Matheus Fernandes); Rômulo (Bryan García), Cuello e Pablo. Técnico: Felipão

FLUMINENSE: Fábio, Samuel Xavier, David Braz (Martinelli), Manoel (Felipe Melo) e Caio Paulista; André, Nathan (Yago Felipe) e Ganso; Matheus Martins (Marrony), Arias e Cano (William Bigode).Técnico: Fernando Diniz

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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