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Palmeiras enfrenta o Cerro Porteño-Par nas oitvas da libertadores.
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O Cerro Porteño-PAR será o adversário do Palmeiras nas oitavas de final da CONMEBOL Libertadores 2022. O chaveamento das fases finais da maior competição de clubes do continente foi definido nesta sexta-feira (27), em sorteio realizado na sede da Conmebol, em Luque (PAR). Buscando a quinta passagem seguida às quartas de final, o Maior Campeão do Brasil inicia o duelo com o segundo colocado do grupo G fora de casa, entre os dias 28 e 30 de junho, e recebe o jogo de volta entre os dias 5 e 7 de julho.
Palmeiras e Cerro Porteño são velhos conhecidos em disputa de Libertadores. No total, são 10 jogos, quatro vitórias, quatro empates, duas derrotas, 17 gols marcados e dez gols sofridos.
O primeiro encontro foi em 1999, logo na fase de grupos, e o Verdão venceu no turno e no returno. Em 2001, voltaram a medir forças, outra vez na fase de grupos: empataram no Paraguai e o Alviverde saiu vitorioso no Palestra Italia. Em 2005, novamente pela fase de grupos, os times empataram nos dois encontros. Em 2006, também na fase de grupos, foi um empate no jogo de ida e um revés sofrido no jogo do returno, no Palestra. Por fim, em 2018, os clubes se enfrentaram pelas oitavas de final, e o Verdão fez bom resultado no jogo de ida: 2 a 0 fora de casa. Na volta, no Allianz Parque, um jogo que parecia tranquilo ficou tenso do começo ao fim após Felipe Melo ter sido expulso nos minutos iniciais do duelo. O Verdão acabou perdendo de 1 a 0, mas ainda assim assegurou vaga às quartas.
Quem passar do confronto encara na próxima fase o vencedor do duelo entre Atlético-MG (primeiro do grupo D) e Emelec-ECU (segundo do grupo A) – completam o lado alviverde da chave Athletico-PR, Libertad-PAR, Fortaleza e Estudiantes-ARG. Dono da melhor campanha da fase de grupos pela quarta vez nos últimos cinco anos (atingiu o feito também em 2018, 2019 e 2020, acumulando 26 vitórias em 30 jogos neste período), o Palmeiras tem o direito de ser o mandante das partidas de volta dos mata-matas até a final, marcada para o dia 29 de outubro, em jogo único, no Estádio Monumental de Guaiaquil (EQU).

Nas oitavas de final pela sexta temporada consecutiva, o Palmeiras tem a segunda maior sequência de presença nesta fase na história da Libertadores – apenas o River Plate-ARG, que se classifica para as oitavas desde 2015, aparece à frente neste quesito. Eliminado justamente nas oitavas em 2017, o Verdão avançou às semifinais em 2018, às quartas em 2019 e conquistou o título em 2020 e 2021.
Na campanha mais recente, os comandados de Abel Ferreira avançaram invictos até a decisão, superando a Universidad Católica-CHI nas oitavas (duas vitórias por 1 a 0), o São Paulo na quartas (empate por 1 a 1 no Morumbi e vitória por 3 a 0 no Allianz Parque), o Atlético-MG nas semifinais (empates por 0 a 0 no Allianz Parque e 1 a 1 no Mineirão) e o Flamengo na final (2 a 1 em Montevidéu, no Uruguai). O Verdão, aliás, não perde na Libertadores há mais de um ano e ostenta atualmente a maior série invicta da sua história: 14 partidas.
Nesta temporada, além de estabelecer a melhor campanha e o melhor ataque da fase de grupos em todos os tempos (seis vitórias em seis jogos e 25 gols marcados, com 22 de saldo), o Alviverde Imponente registrou as maiores goleadas de sua história atuando como mandante (8 a 1 sobre o Independiente Petrolero-BOL) e como visitante (5 a 0 sobre o mesmo Independiente Petrolero-BOL). Fora de casa, o time ostenta a maior série invicta da história da competição, com 20 jogos sem derrota (18 na casa do adversário e dois em campo neutro, justamente as duas últimas decisões, contra Santos, no Maracanã, e Flamengo, em Montevidéu).

O desempenho avassalador nos últimos anos alçou o Palmeiras à condição de recordista brasileiro em participações (22), participações consecutivas (7, ao lado do São Paulo), títulos (3, ao lado de São Paulo e Grêmio), títulos consecutivos (2, ao lado de São Paulo e Santos), finais (6, ao lado do São Paulo), jogos (216), vitórias (123), vitórias como mandante (74), vitórias como visitante (47), vitórias fora do Brasil (44), vitórias por goleada (41), gols (417), gols como mandante (246), gols como visitante (168) e gols fora do Brasil (142).
Atualmente com sete vitórias seguidas na competição, o Palmeiras pode alcançar mais um recorde já neste primeiro duelo das oitavas, igualando Peñarol-URU (1966) e Vasco (2001) como times com maiores sequências de triunfos em todos os tempos. Também em nível geral, o Verdão já é o recordista de jogos invictos como mandante (34 jogos entre 1979 a 2005) e como visitante (18 jogos desde 2019) e de vitórias como visitante (cinco triunfos, duas vezes (em 2018 e entre 2020/2021).
Individualmente, Rony e Raphael Veiga assumiram a artilharia do clube na história da competição, com 14 gols cada – no Top 10, constam ainda Gustavo Scarpa, 4º colocado com 11 (ao lado de Willian e Borja), e Dudu, 9º com oito. Rafael Navarro é o artilheiro geral da atual edição com sete gols, tendo se tornado o primeiro palmeirense a anotar quatro vezes em um jogo de Libertadores (e também no Allianz Parque).
Já Marcos Rocha se tornou o brasileiro com mais participações em Libertadores e único a jogar dez edições seguidas (no geral, está atrás apenas do paraguaio Néstor Camacho, com 11 consecutivas), enquanto Dudu é o palmeirense com mais participações: sete. Na lista dos atletas com mais jogos pelo Verdão na competição, Weverton é o 2º colocado com 47, atrás só de Marcos, com 57, e seguido por Dudu, com 45. Entre os que mais venceram, Weverton é o líder com 35, seguido por Gómez, com 33, e Dudu, com 29.
As Crias da Academia também acumularam marcas significativas nesta caminhada alviverde: Gabriel Veron se tornou o palmeirense mais jovem a fazer gol na história do torneio continental (18 anos, um mês e 19 dias), seguido por Gabriel Jesus, Renan, Danilo e Gabriel Menino.
A comissão técnica portuguesa soma 26 jogos desde a estreia, nas oitavas de final de 2020, com 20 vitórias, quatro empates e duas derrotas. O técnico Abel Ferreira, por sua vez, já é o segundo comandante com mais vitórias na história do clube da competição (18 contra 23 de Felipão) e o terceiro com mais jogos (23 contra 25 de Vanderlei Luxemburgo e 43 de Felipão).
Confira os confrontos das oitavas de final da Libertadores:
Athletico-PR x Libertad-PAR
Tolima-COL x Flamengo
Vélez Sarsfield-ARG x River Plate-ARG
Emelec-ECU x Atlético-MG
Cerro Porteño-PAR x Palmeiras
Talleres-ARG x Colón-ARG
Corinthians x Boca Juniors-ARG
Fortaleza x Estudiantes-ARG
Confira o calendário das fases finais da Libertadores:
OITAVAS DE FINAL
Ida: 28 a 30 de junho
Volta: 5 a 7 de julho
QUARTAS DE FINAL
Ida: 2 a 4 de agosto
Volta: 9 a 11 de agosto
SEMIFINAL
Ida: 30 de agosto a 1 de setembro
Volta: 6 a 8 de setembro
FINAL
Jogo único: 29 de outubro
fone: https://www.palmeiras.com.br/noticias/atual-bicampeao-e-empilhando-recordes-palmeiras-encara-cerro-porteno-par-nas-oitavas-da-libertadores-veja-historico/
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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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