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Curso sobre Assédios será híbrido. Inscrições seguem até segunda

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A fim de atender solicitações de magistrados(as) e servidores(as) lotados no interior do Estado, o curso Assédio Moral, Assédio Sexual e Discriminação será realizado no formato híbrido. Com a mudança, no dia dias 20, das 8h às 12h, o evento será virtual. Já nos dias 21 e 22 de julho, das 8h às 12h e das 14h às 18h, o público poderá acompanhar tanto no formato presencial, quanto no formato virtual. Ainda por conta dos pedidos, as inscrições foram prorrogadas até a próxima segunda-feira (18/07).
 
A ação pedagógica é ofertada a magistrados(as), servidores(as) e assessores(as) do Poder Judiciário de Mato Grosso. O curso é certificado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e é válido para a promoção na carreira da magistratura.
 
De acordo com a programação, no primeiro dia (20), o evento será realizado de forma síncrona, promovendo a interação entre cursistas e apresentadores. Na ocasião, os participantes assistirão à palestra Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual, que tratará da Resolução n. 351/20 do Conselho Nacional da Justiça, juntamente com atribuições e ações.
 
No dia 21, a aula será presencialmente, na sede da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT). Pela manhã será abordado o Assédio Moral no Trabalho. Já no período vespertino, os temas Assédio Sexual no Trabalho e Assédio Virtual no Trabalho.
 
Já no dia 22, pela manhã, o professor pós-doutor em Comunicação pela USP José Roberto Montes Heloani fará aula expositiva dialogada sobre o que diz a legislação que trata do assédio moral e sexual, consequências legais e penalidades. À tarde, a aula será sobre como prevenir, provar e denunciar o assédio e a discriminação. Ele também é doutor em Psicologia e livre docente em Teoria das Organizações e membro fundador do site www.assediomoral.org.
 
O curso é realizado pela Escola Superior da Magistratura, em parceria com a Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
 
 
 
Mais informações são conseguidas na Esmagis: (65) 3617-3844 ou 3617-3467.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Arte horizontal colorida. Traz informações: Curso Híbridos Esmagis-MT – Assédio Moral, Assédio Sexual e Discriminação – Data: 20 de julho (virtual), 21 e 22 de julho (presencial) – Carga horária: 20h – Inscrições até 15 de Julho – Formadora Desembargadora Maria Erotides Kneip – Informações esmagis@tjmt.jus.br – (65) 3617-3844. Assinam a peça os logos do Poder Judiciário, da Esmagis, da Enfam e da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual.
 
Leia mais sobre o assunto no link abaixo:
 
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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