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Polícia Civil requere exumação do corpo de bebê para esclarecer causa de morte em Vila Rica

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A Polícia Civil em Vila Rica, região Noroeste do Estado, requereu a exumação do corpo de um recém-nascido para a realização de exames periciais, que possam apontar a real causa de sua morte. A criança faleceu nesta semana, em um hospital da cidade, aos 25 dias de vida.

O delegado de Vila Rica, Diogo Jobane, instaurou um auto de investigação preliminar depois que a mãe da criança relatou à Polícia Civil a morte do filho.

Ela disse que no dia 03 de julho estava alimentando o bebê que, mesmo assim, não parava de chorar e procurou a unidade de prontoatendimento, no período da noite. O médico plantonista a informou que estava tudo bem com a criança e que seria normal apresentar tal situação até os seis meses de nascido. O profissional passou um remédio para cortar o vômito que a criança apresentava e uma injeção e liberou o paciente. A mãe alega que quando chegou à sala do profissional, ele estava jogando e não deu atenção à criança.

Horas mais tarde, a mãe relata que o filho estava com a respiração falhando e colocando a língua para fora. Ela procurou novamente o hospital, onde chegou às 01h30, e foi atendida pelo mesmo médico, que solicitou a ministração de aerossol na criança e a internação. A mãe relata que o quadro clínico do filho somente se agravou e, na terça-feira, ele foi a óbito.

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O delegado explica que a exumação requerida à Justiça é necessária para esclarecer a causa da morte, uma vez que o corpo do bebê foi liberado pelo hospital sem que fosse realizado o exame de necropsia.

A exumação será realizada nesta sexta-feira (08.07) e após o resultado do exame realizado pela Perícia Técnica e Identificação Oficial (Politec), o delegado Diogo Jobane realizará outras diligências e ouvirá também a equipe de profissionais do hospital.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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