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Espaço Memória recebe itens históricos para acervo do Poder Judiciário de Mato Grosso

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Preservar a história da Justiça de Mato Grosso. Este é o objetivo do Espaço Memória, setor responsável por armazenar e resguardar o acervo de itens históricos e protagonistas da biografia do nosso Estado.

 
Em junho deste ano o acervo do Poder Judiciário de Mato Grosso recebeu um acréscimo ilustre: o Auto de Inventário do arcebispo de Cuiabá, Dom Francisco de Aquino Corrêa. O arcebispo, que também já foi governante de Mato Grosso, era considerado um talentoso poeta e escritor e foi o primeiro mato-grossense a pertencer à Academia Brasileira de Letras.
 
Além de suas importantes atribuições, Dom Aquino Corrêa também foi um dos principais incentivadores à fundação da Academia Mato-Grossense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, além de ter sido o autor da resolução nº 799, de 14 de agosto de 1918, que criou o atual Brasão de Mato Grosso.
 
No documento, agora exposto na Sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, os itens pertencentes ao inventário do importante personagem cuiabano foram relacionados: “Deixou objetos eclesiásticos para realização de missas, uma máquina de escrever, um relógio de algibeira e sua corrente, anéis, cruzes, correntes em ouro, uma biblioteca e móveis de quarto, terrenos (lotes) e contas bancárias, onde a maioria dos bens foram doados para arquidiocese de Cuiabá e aos seus próximos.
 
Novos itens
 
No lote exposto em junho configuram livros de registros, atas e compromissos de juízes, juízes substitutos, governadores e vice-governadores, selo comemorativo dos 140 anos do Judiciário mato-grossense, produzido em 2014 em parceria com os Correios, além de medalhas e colares de méritos instituídos e complementados na gestão da presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, biênio 1986/1987, do desembargador Ernani Vieira de Souza. O acervo do desembargador também faz parte dos novos itens históricos expostos.
 
Mais populares
 
Entre os principais objetos do Espaço Memória estão a máquina de datilografia Remington, com data de fabricação aproximada de 1920, e o Processo Sumário Crime nº 109 de 1900, sobre o crime de falsificação de notas, tendo como apelado a Justiça Federal de Mato Grosso. Os dois itens são considerados xodós do Espaço e reúnem diversos curiosos durante as visitações à sala de exposição.
 
Acervo
 
Atualmente, o Espaço reúne aproximadamente 180 itens, com móveis, plenário completo, mesa oval com cadeiras, mesas estilo colonial, livros e processos antigos, máquinas de escrever, estátuas em cobre, coletor de votos, malhetes, crucifixos, 21 expositores, medalhas, pinturas de época, toga do desembargador Castelo Branco, quadros com pinturas dos ex-presidentes e uma cápsula do tempo com mensagens dos magistrados e que será aberta somente em 2064.
 
Para o técnico judiciário e um dos responsáveis por organizar a memória do Judiciário de Mato Grosso, Antônio Cegati, o inventário do Arcebispo Dom Aquino Corrêa é uma relíquia que vai abrilhantar ainda mais o acervo já existente “Nós estávamos atrás desse inventário há muitos ano e agora finalmente conseguimos. Tenho certeza que ele será um grande destaque na história do Judiciário, juntamente com os outros itens do acervo.”
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Foto 1: Foto colorida do Auto de Inventário do arcebispo de Cuiabá, Dom Francisco de Aquino Corrêa, e da placa de identificação do acervo com a relação de objetos deixados pelo também governante de Mato Grosso.
Foto 2: Foto colorida do expositor do Espaço Memória com o selo comemorativo dos 140 anos do Judiciário mato-grossense, produzido em 2014 em parceria com os Correios do Brasil.
Foto 3: Foto colorida do expositor do Processo Sumário Crime nº 109 de 1900, sobre o crime de falsificação de notas, tendo como apelado a Justiça Federal de Mato Grosso. Além do processo, estão expostas as notas falsas de 500 mil reis.
Foto 4: Foto colorida da máquina de datilografia Remington, com data de fabricação aproximada de 1920. A máquina é toda preta e está em cima de uma placa de madeira.
Foto 5: Foto colorida do acervo do Espaço Memória do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. À frente estão as cadeiras e mesas do plenário completo, a máquina de datilografia Remington. Ao fundo os expositores com parte do acervo, a toga do desembargador Castelo Branco e fotografias antigas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
 
 
Marco Cappelletti/ Fotos Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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