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Com a inauguração do novo Fórum de Várzea Grande, ocorrida sexta-feira (01), magistrados, magistradas, servidores e servidoras da Comarca de Várzea Grande passam a trabalhar em um local diferente após 38 anos da instalação da primeira sede. A mudança gera expectativas tanto em colaboradores novatos, quanto nos mais experientes.
 
A gestora da Terceira Vara de Família e Sucessões, Valdineia Duarte, 49, participou da solenidade de inauguração do Fórum na região do Chapéu do Sol. Servidora da unidade há 23 anos revela que o novo espaço encanta pela acessibilidade e sustentabilidade trazida pela obra. “É uma estrutura funcional, ganhamos espaço nas salas e pelos corredores e os cidadãos que vierem buscar nossos serviços também vão sentir essa diferença. A qualidade de vida dos colaboradores será outra”, avalia.
 
Outro que está impactado com o novo local de trabalho é o oficial de Justiça, Paulo Dias da Silva, 60 anos. Ele ingressou no serviço público em 1986, dois anos depois do Poder Judiciário instalar a Comarca de Várzea Grande. Lembra que o edifício Fórum desembargador Cesarino Delfino César também chamou atenção na época, porém com o passar dos anos e crescimento da cidade foi se tornando pequeno, pois não acompanhou o desenvolvimento de Várzea Grande.
 
“Foram feitas muitas reformas, novas varas foram criadas e dos 10 funcionários que começaram a trabalhar do Fórum, hoje somos 240 servidores. Tínhamos um juiz no começo e agora são 20. Precisávamos adequar o espaço, até para melhorar o atendimento da população mato-grossense”, avaliou o oficial de Justiça.
 
Paulo Dias viu o crescimento de Várzea Grande andando pelas ruas da cidade durante as diligencias. O ofício garantiu que Paulo sustentasse a família. Casado há 34 anos, criou dois filhos e depois de ingressar no serviço público continuou se qualificando para acompanhar a evolução do Judiciário. Cursou Direito, fez especialização e também participou de capacitações, principalmente de mediação de conflitos, ofertadas pela Escola dos Servidores do Tribunal de Justiça. “Não adianta nada termos prédios espaçosos e prontos para atender a população se o servidor não estiver capacitado. Por isso tão importante quanto investir na estrutura física é o investimento no ser humano”, comenta. “Várzea Grande agora tem servidores qualificados e um espaço moderno para atender as demandas da nossa população”.
 
A analista judiciária Jéssica Daiane de Campos Santos Silva, 28, tomou posse no início de junho. Mal começou a trabalhar na Primeira Vara da Fazenda Pública de Várzea Grande (Vara da Saúde) e o endereço do emprego já mudou. A novidade deixa a servidora novata mais animada ainda para os desafios. “Eu cheguei a estagiar em 2012 no fórum de Várzea Grande e agora voltei como servidora. Para mim é uma alegria. É um sonho realizado ter passado no concurso e poder atuar na minha cidade”, confessa.
 
A analista comenta que a Vara da Saúde é bem movimentada, recebe todas as demandas do Estado. Dez colaborares atuam no espaço, que ainda conta com o Núcleo de Apoio Judicial (NAJ). “Com mais espaço e estrutura adequada acredito que a produção dos colaboradores será ainda melhor”, aponta. “Os servidores estão melhores acomodados e os cidadãos que nos procuraram também ficarão mais confortáveis.”
 
Estrutura – A unidade judiciária possui atualmente 18 varas, três juizados, dois Cejuscs e 242 servidores. A nova sede do Fórum de Várzea Grande é um espaço totalmente adaptado à atual realidade, com possibilidade de expansão. A edificação tem capacidade para abrigar 22 varas, conta com Tribunal do Júri, rampas, elevadores, estacionamento para servidores e público externo, com 260 vagas, cantina e acesso restrito à carceragem para as salas de audiência.
 
Além disso, nova sede conta com espaço apropriado para equipe multidisciplinar fazer atendimento das partes nos processos.
 
A localização é de fácil acesso e haverá disponibilização de linhas de transporte coletivo e intermunicipal e policiamento. Até o fim do ano, a Prefeitura Municipal deverá entregar a estação de integração, que será construída na Avenida Mário Andreazza.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto colorida da frente do novo prédio do Fórum de Várzea Grande. Imagem 2: foto colorida do oficial de justiça. Imagem 3: foto retangular colorida da analista judiciária no novo local de trabalho.
 
Alcione dos Anjos/ Fotos Alair Ribeiro e arquivo pessoal
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Assembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quinta-feira (22), a Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção à Obesidade no Estado de Mato Grosso. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), atende a uma solicitação da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO) e tem como objetivo discutir e propor políticas públicas para melhorar a prevenção, o tratamento e o acompanhamento das pessoas com obesidade. A instalação ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputado Oscar Soares”.

Criada por meio do Requerimento nº 532/2026 e constituída pelo Ato nº 0752/2026, a CST terá prazo de funcionamento de 180 dias, prorrogável por igual período. Nesse período, os membros deverão estudar os principais problemas enfrentados pelos pacientes, avaliar os serviços disponíveis na rede pública de saúde e apresentar propostas que possam ampliar o acesso ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida à população.

Uma das principais preocupações apresentadas durante a instalação foi a dificuldade de acesso às cirurgias reparadoras, procedimentos realizados para retirar o excesso de pele após uma perda significativa de peso, especialmente entre pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica.

A presidente da CST e da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO), Juvelina de Campos Nunes, destacou que, embora Mato Grosso tenha avançado na oferta de cirurgias bariátricas, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades para concluir o tratamento.

Segundo ela, somente nos últimos dois anos, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, realizou cerca de cinco mil cirurgias bariátricas. O número, apresentado pela representante da associação, reforça a preocupação com a demanda por procedimentos reparadores nos próximos anos.

“Hoje temos vários hospitais que realizam a cirurgia bariátrica, mas existe uma lacuna muito grande no tratamento. A pessoa emagrece, passa por todo o processo de recuperação, mas o que ela vai fazer com o excesso de pele? Essa é uma parte muito dolorosa, que afeta a autoestima, os relacionamentos e a vida social. Precisamos que o poder público compreenda que a cirurgia reparadora também faz parte desse tratamento”, afirmou Juvelina.

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A presidente relatou ainda que, conforme levantamento realizado por ela em 2023, havia mais de cinco mil pacientes na fila por cirurgias reparadoras no Hospital Municipal de Cuiabá. Para Juvelina, a dificuldade de acesso aos procedimentos pode provocar sofrimento emocional e isolamento social, principalmente entre mulheres.

A luta também faz parte da história pessoal da presidente da AMO. Após chegar aos 165 quilos, Juvelina passou por uma cirurgia bariátrica em 2004 e conseguiu reduzir significativamente o peso. Entretanto, precisou recorrer à rede privada e a ações judiciais para realizar parte das cirurgias reparadoras.

“Eu tive a oportunidade de fazer as minhas cirurgias, mas não desisto dos meus associados que não têm essa condição. Precisamos trazer para o legislador a nossa dor, as nossas necessidades e dificuldades. Se não mostrarmos essa realidade, como vão saber que estamos sofrendo e que precisamos de políticas públicas? ”, questionou.

Prevenção e tratamento –Além das cirurgias reparadoras, a CST pretende discutir ações de prevenção à obesidade desde a infância, incentivo à alimentação saudável e ampliação das alternativas de tratamento, incluindo o acompanhamento médico e o uso de medicamentos quando indicados.

Durante a reunião, o médico Hélio Marcelo Pesenti Sandrin, especialista em Cardiologia e Clínica Médica, destacou que a obesidade é uma doença crônica que exige atenção contínua e pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Ele também defendeu que o enfrentamento da obesidade não fique restrito aos procedimentos cirúrgicos ou ao uso de medicamentos emagrecedores, mas inclua diagnóstico precoce, acompanhamento profissional e ações educativas.

“As canetinhas vieram para ajudar, mas não vão fazer milagres. Precisamos compreender que a obesidade é uma doença séria, que deve ser controlada. É fundamental trabalhar a prevenção e garantir que essas pessoas tenham acompanhamento adequado”, ressaltou Sandrin.

A procuradora aposentada do município de Cuiabá, Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis, integrante da CST, chamou a atenção para o preconceito enfrentado pelas pessoas com obesidade e para os impactos emocionais provocados pela cobrança de padrões estéticos.

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“Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito gordofóbica. Muitas pessoas deixam de participar de atividades e de conviver socialmente porque não se sentem bem com a própria aparência. Precisamos lutar pelos direitos dessas pessoas e garantir que tenham acesso ao atendimento de que necessitam”, afirmou.

O médico Gunther Peres Pimenta, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e o delegado Bruno Lima Barcellos, relator da CST, participaram de forma virtual e colocaram suas experiências profissionais à disposição dos trabalhos da Câmara Setorial.

Composição  da CST:

Presidente:Juvelina de Campos Nunes – Presidente da Associação Mato-grossense de Obesidade – AMO.

Relator:Delegado Bruno Lima Barcellos.

Secretária:Silvana Aparecida Gadani de Arruda – Vice-Presidente da AMO.

Membros:

1. Dr. Gunther Peres Pimenta – CRM 3196, RQE 380 e 8327 – Titular do Colégio de Cirurgiões e Titular da

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

2. Dr. Regis Vilela Leal – CRM-MT 6233, RQE 2966/5171/5520/6254 – Titular do Colégio Brasileiro de

Cirurgiões e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

3. Dr. Tarsis Miyabara – CRM 7860, RQE 4555 – Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com atuação em

cirurgia videolaparoscópica, cirurgia bariátrica e metabólica e cirurgia robótica;

4. Dr. Ismael Carvalho – CRM/MT 3985, RQE 2481 – especialista em Cirurgia Plástica;

5. Dr. Hélio Marcelo Pesenti Sandrin – CRM-MT 1047, RQE 6867/6866/2510/6823 – especialista em

Cardiologia e Clínica Médica, com atuação também em Medicina Intensiva e Pneumologia;

6. Dr. Marcus Antônio Godoy – Cardiologia – CRM-MT 3499 / RQE 1562;

7. Dra. Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis – Procuradora Municipal – OAB/MT 3942;

8. Antero Paes de Barros Neto – radialista e jornalista.



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