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Capacitação permanente: Escola da Magistratura firma parceria com Escola da Defensoria Pública

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) firmou novo termo de cooperação técnica, desta vez, com a Escola Superior da Defensoria Pública do Estado (Esdep/MT). O objetivo é a cooperação entre as duas instituições, com vistas ao compartilhamento de atividades de formação, capacitação e aperfeiçoamento funcional a seus membros e servidores, nas modalidades presencial, virtual e à distância.
 
De acordo com o diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Marcos Machado, a celebração do termo de cooperação com a Defensoria Pública de Mato Grosso encerra um ciclo de unidade com todos os órgãos e agentes que compõem o sistema de Justiça Estadual. “A Defensoria é indispensável para a função jurisdicional do Estado, em especial na atividade de persecução penal”, destacou.
 
Conforme o desembargador, a Defensoria Pública de Mato Grosso possui em seu quadro um dos melhores e mais capacitados advogados públicos do Brasil. “É um ganho muito grande para a Esmagis-MT poder compartilhar conhecimento e aperfeiçoar pensamentos. Mas eu acredito um pouco mais. Acredito que haverá uma convergência de entendimentos em busca não de consensos, porque o Direito é dialético, mas de pontos comuns, de soluções razoáveis e, o mais importante, soluções práticas ou equivalentes que tenham resultado jurídico e social relevante”, observou.
 
Com a assinatura do termo entre as duas instituições, o desembargador aponta que agora é preciso iniciar um planejamento para que as duas escolas compartilhem ações de capacitação em sala de aula, em workshops e webinários.
 
 
“É um momento histórico para a Esmagis-MT, que aglutina e potencializa as suas atividades pedagógicas, porque alcança os juízes com várias visões daqueles que atuam no sistema, seja com propósito acusatório, seja na linha defensiva, sem ignorar também que a escola tem firmado termo de cooperação com as Polícias Civil, Militar e o Corpo de Bombeiros. Então, dimensiona-se um alcance quase que absoluto do Direito. E o que se pretende é justamente otimizar as escolas, uma podendo proporcionar, fomentar e induzir conhecimento para a outra”, complementou.
 
O diretor-geral da Esmagis pontuou ainda que nunca se viu na história da educação judicial no Brasil essa união entre as escolas. “Cada uma que celebrou o termo conosco dobrou a sua capacidade de desenvolvimento de ações pedagógicas. Mas a nossa escola, em especial, por ter firmado termos de cooperação com as unidades de ensino do Tribunal Regional do Trabalho, do Tribunal Regional Eleitoral, com as academias de Polícia Civil e Militar, com a escola de formação do Corpo dos Bombeiros, com a Escola Superior de Advocacia, com as entidades do Ministério Público, do Tribunal de Contas, com a Escola Nacional e um termo de cooperação internacional, multiplicou por dez o alcance e as opções de capacitação permanente dos juízes.”
 
Para o diretor da Esdep/MT, Fernando Antunes Soubhia, esse termo representa um compromisso de aproximação entre a Escola Superior da Defensoria Pública e a Escola da Magistratura. “Como a vivência do sistema de justiça pelos defensores públicos e pelos magistrados possui diferenças substanciais, produzindo conhecimentos e experiências variadas, a cooperação entre as instituições de ensino permitirá grandes avanços na capacitação dos membros da Defensoria Pública e do Poder Judiciário de nosso estado. A finalidade última é uma só: a melhoria do acesso à justiça e da prestação jurisdicional”, finalizou.
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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